"os meus colegas da Secção Politica da Embaixada seguiram quatro dos cinco candidatos principais na campanha, nas arruadas (isto é uma palavra nova em Português? Nunca a ouvi dizer quando vivi cá antes) pela antiga cidade de Coimbra e por Lisboa" - -------
"A páginas tantas, um carro apareceu muito grande no retrovisor - era alguém a praticar aquele desporto nacional estival a que chamo de "colado ao da frente a 140 km/h na autoestrada". A minha colega não gostou, e fez um gesto que não percebi, mas que teve uma reacção rápida, furiosa e, imagino, desejada. O condutor atrás de mim enloqueceu, gritou-nos, tentou forçar-nos a sair da autoestrada, e ultrapassou-nos desejando uma morte súbita para mim, para ela e para Sua Majestade etc.
Pois sim, ela tinha feito os "cornos". É um gesto que só voltei a ver na semana passada. Logo pensei que apesar de facto de vivermos num mundo globalizado, onde marcas e lojas são cada vez mais iguais seja em Londres, Lisboa ou Lima, ainda não há uma globalização tão clara dos gestos. Imagine-se o mesmo gesto feito na Camara de Comuns; a reacção seria não de indignação, mas de confusão. Será que o Senhor Ministro está a fazer um protesto sobre o tratamento dos touros nos países latinos? Ou talvez que esteja a imitar um Sputnik? Imagino ainda pior fazer o mesmo gesto no Parlamento Europeu; os portugueses, espanhóis, etc, ficariam ofendidos - os nórdicos perplexos - e os tradutores sem palavra. [um tradutor, neste caso interprete, nunca fica sem word, digo eu]
Graças à BBC, os meus compatriotas receberam um guia sobre a história do gesto e do conceito, tocando em temas de Chaucer e Shakespeare, não resistindo, constato, a atribuir a origem de tudo à lingua francesa (um velho reflexo do meu país)." no blog do jornal expresso do Embaixador Britânico em Portugal.
"É a primeira vez que estas características caóticas são observadas num sistema quântico. Que nos vai isso trazer? A beleza da resposta é que não se sabe: a ciência também é imprevisível." blog do matemático Nuno crato