sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

um bom filme ELEMENTOS SECRETOS


Elementos Secretos

Título original:
Hidden Figures
De:
Theodore Melfi
Com:
Taraji P. HensonOctavia SpencerJanelle MonáeKevin CostnerKirsten Dunst
Género:
Drama
Classificação:
M/12
Outros dados:
EUA, 2016, Cores, 127 min.
Início da década de 1960. Os EUA e a União Soviética encontram-se em plena Guerra Fria. A disputa pela corrida espacial entre as duas potências é uma evidência e nenhum dos países está disposto a perder a oportunidade de colocar o primeiro homem no espaço. Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson são três mulheres afro-americanas cujos cérebros brilhantes lhes valeram cargos na NASA, apesar da segregação racial e sexual ser ainda uma realidade. Numa época em que os computadores eram ainda muito rudimentares, foram as suas extraordinárias capacidades de cálculo matemático que definiram as complexas trajectórias que tornaram possível colocar na órbita da Terra o astronauta John Glenn, no dia 20 de Fevereiro de 1962. Tornou-se assim o primeiro norte-americano a fazê-lo (o soviético Yuri Alekseyevich Gagarin, a bordo da nave Vostok 1, já o tinha conseguido em de Abril do ano anterior).
Com realização de Theodore Melfi ("Um Santo Vizinho"), segundo um argumento seu e de Allison Schroeder, um filme que se inspira na obra biográfica "Hidden Figures - The American Dream and the Untold Story of the Black Women Mathematicians Who Helped Win the Space Race", em que a escritora de Margot Lee Shetterly relata a história das três visionárias que tiveram de lutar contra o preconceito numa época em que ser mulher e negra era ainda um grande entrave ao sucesso. Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Glen Powell e Mahershala Ali dão vida às personagens.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

yoga em Beja



o Yoga resulta e cumpre sempre as suas promessas. A prática do Yoga aumenta o poder de apreciar, saborear e manter viva a intensidade do prazer  da vida, por isso poucos os que praticam Yoga «bebem um copo em excesso», porque assim sentem o genuíno prazer da vida em vez do sensaborão e mecânico amortecimento das emoções. 


em Beja foi encontrado um esqueleto de um yogi:

"No século III d.C, a mensagem do movimento ioga estava praticamente circunscrita a uma área do planeta. Daí a surpresa por terem sido encontrados vestígios da presença de um mestre ioga em Beja."

“Não se conhece em nenhuma parte do mundo, a não ser na Índia, um fenómeno de um esqueleto em posição de lótus como o de Beja. Tinha a cabeça virada para oeste"

"O certo é que este estranho indivíduo, descreve o relatório antropológico elaborado na sequência da descoberta, apresentava patologias que revelaram “que caminhava muito e de pé e era um indivíduo robusto e saudável.” Os ossos na zona de intercepção com os músculos apresentavam umas cristas, reveladoras do esforço a que foram sujeitos depois de intensas caminhadas. "Morreu aos 50 anos, tinha 1,62 metros de estatura e terá sido velado ao ar livre durante uns dias, mas não morreu em meditação”, continua o relatório."

"A simetria da posição e a forma como estava colocado “só era possível de alcançar pelos grandes mestres”, sublinha o arqueólogo, que interpretou o modo como foi inumado como “um manual como fazer correctamente aquela posição.”

"Jorge Veiga e Castro confirmou que os "mestres da Índia ligados ao ioga e ao hinduísmo (entre eles vários professores universitários) ficaram felizes e surpreendidos com o achado de Beja”. E , através das informações que foram recolhendo, ficou reforçada "a ideia de que se trata de um mestre do ioga.” A dimensão e o significado da descoberta arqueológica não lhe deixam dúvidas. “Todos os indícios apontam nesse sentido. É inegável, as provas estão lá. Ninguém o pode esconder. É um achado histórico de grande significado”, sintetiza o presidente da Confederação Portuguesa do ioga, realçando um pormenor histórico: "Não foi só há 500 anos que houve contactos com o extremo oriente. Muito anos antes já os haveria como este personagem parece documentar.”

"A partir de agora, o objectivo da Confederação Portuguesa do Ioga passa por transformar Beja “num pólo de atracção que projecte esta corrente filosófica para a Europa e o mundo inteiro”. Para alcançar esse desiderato, diz que o próximo objectivo é “expor as ossadas” na capital do Baixo Alentejo, se for possível até ao Congresso Ibérico de Ioga, que se realiza Abril, na cidade espanhola de Ávila."

in Jornal Público, 22 de Janeiro de 2017

 




domingo, 1 de novembro de 2015

obrigado e até já.

vou fazer uma pausa neste blog.

desejo a todos os leitores uma longa e feliz vida.

obrigado e até já.

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

morreu Oliver Sacks

 Oliver Sacks Neurologist and Author Explored the Brain’s Quirks escreveu em
"A minha geração está de saída e senti cada morte como um descolamento, um arrancar de uma parte de mim. Não haverá ninguém como nós quando desaparecermos, mas também não há ninguém igual a ninguém, nunca. Quando as pessoas morrem, elas não podem ser substituídas. Deixam buracos que não podem ser preenchidos, pois é o destino - o destino genético e neural - de cada ser humano ser um indivíduo único, para encontrar o seu próprio caminho, viver a sua própria vida, morrer a sua própria morte.

  "Há um mês sentia-me de boa saúde, de perfeita saúde mesmo. Aos 81 anos ainda nado mais de mil e quinhentos metros por dia. Mas a minha sorte acabou - há poucas semanas fiquei a saber que tenho múltiplas metástases no fígado. Há nove anos descobriu-se que eu tinha um tumor raro no olho, um melanoma ocular. Apesar de a radiação e o tratamento com laser terem acabado por me deixar cego desse olho, só em casos muito raros é que esses tumores metastizam. Eu estou entre os pouco afortunados 2%.

Sinto-me grato por me terem sido concedidos nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original, mas agora estou cara a cara com a morte. O cancro ocupa um terço do meu fígado e, apesar de o seu avanço poder ser retardado, este tipo específico de cancro não pode ser detido.
Agora está na minha mão escolher como viver os meses que me restam. Tenho de viver da forma mais rica, mais profunda, mais produtiva que conseguir. A este respeito sinto-me encorajado pelas palavras de um dos meus filósofos favoritos, David Hume, que, ao saber que estava mortalmente doente aos 65 anos, escreveu uma autobiografia curta num único dia de abril de 1776. Deu--lhe o título de A Minha Vida.
"Antecipo agora um fim rápido", escreveu. "Padeci muito poucas dores com a minha doença; e o que é mais estranho, não obstante o grande declínio da minha pessoa, nunca sofri um momento de abatimento do meu espírito. Possuo o mesmo ardor de sempre no estudo e a mesma alegria na companhia dos outros."
Tive a sorte suficiente para viver para lá dos 80 e os 15 anos que me foram concedidos para além das seis dezenas e meia de Hume foram igualmente ricos em trabalho e em amor. Durante esse tempo publiquei cinco livros e terminei uma autobiografia (um pouco mais longa do que as poucas páginas de Hume) para ser publicada nesta primavera; tenho vários outros livros quase acabados.
Hume disse ainda: "Sou... um homem de disposição suave, de temperamento controlado, de um humor alegre, aberto e social, capaz de criar laços, mas pouco suscetível a inimizades e de grande moderação em todas as minhas paixões."
Aqui afasto-me de Hume. Apesar de ter vivido relacionamentos amorosos e amizades e não ter verdadeiras inimizades, não posso dizer (nem o dirá qualquer pessoa que me conheça) que sou um homem de disposição suave. Pelo contrário, sou um homem de disposição veemente, com violentos entusiasmos e extrema imoderação em todas as minhas paixões.
E, no entanto, uma linha do ensaio de Hume atinge-me como particularmente verdadeira: "É difícil ser-se mais desligado da vida do que eu sou neste momento", escreveu ele.
Durante os últimos dias fui capaz de ver a minha vida a partir de uma grande altitude, como uma espécie de paisagem, e com um sentido profundo da ligação de todas as suas partes. Isto não significa que a vida tenha acabado para mim.
Pelo contrário, sinto-me intensamente vivo e quero e espero que no tempo que me resta possa aprofundar as minhas amizades, dizer adeus àqueles que amo, escrever mais, viajar se tiver força para tal, atingir novos níveis de compreensão e discernimento.
Isso envolverá audácia, clareza e sinceridade; tentar acertar as minhas contas com o mundo. Mas haverá tempo, também, para me divertir (e até mesmo para algum disparate ainda).
Sinto, de repente, uma perspetiva e um objetivo claros. Não há tempo para nada que não o essencial. Tenho de me concentrar em mim, no meu trabalho e nos meus amigos. Já não verei o noticiário todas as noites. Já não prestarei qualquer atenção à política ou a debates sobre o aquecimento global.
Isto não é indiferença, mas antes desprendimento - ainda me preocupo profundamente com o Médio Oriente, o aquecimento global, a desigualdade crescente, mas estas coisas já não me dizem respeito; pertencem ao futuro. Alegro-me quando encontro jovens talentosos - até mesmo o que fez a biópsia e diagnosticou as minhas metástases. Sinto que o futuro está em boas mãos.
Nos últimos dez anos tornei-me cada vez mais consciente das mortes entre os meus contemporâneos. A minha geração está de saída e senti cada morte como um descolamento, um arrancar de uma parte de mim. Não haverá ninguém como nós quando desaparecermos, mas também não há ninguém igual a ninguém, nunca. Quando as pessoas morrem, elas não podem ser substituídas. Deixam buracos que não podem ser preenchidos, pois é o destino - o destino genético e neural - de cada ser humano ser um indivíduo único, para encontrar o seu próprio caminho, viver a sua própria vida, morrer a sua própria morte.
Não posso fingir que não tenho medo. Mas o meu sentimento predominante é o de gratidão. Eu amei e fui amado; foi-me dado muito e dei algo em troca; li e viajei e pensei e escrevi. Eu tive uma relação com o mundo, a relação especial entre escritores e leitores.
Acima de tudo, eu tenho sido um ser senciente, um animal pensante neste belo planeta e isso, por si só, tem sido um enorme privilégio e uma enorme aventura."



"A minha vida" - Globo - DN  


yogis

HUMKARA
HUMKARA _uma das encarnações anteriores de Dudjom Rinpoche (1004-1987)

Kukkuripa, The Dog Lover
The following is respectfully quoted from “Buddhist Masters of Enchantment” translated by Keith Dowman and illustrated by Robert Beer

Kukkuripa, The Dog Lover
Where conscious effort and striving are present
The Buddha is absent,
Thus, ritual and offerings are futile.
Within the peak experience of the guru’s grace
The Buddha is present,
But will the fortunate recipient see it?

In Kapilavastu there lived a Brahmin named Kukkuripa. Puzzling over the problems of existence, he came to place his trust in the Tantra, and in time chose the path of renunciation. He began his itinerate career by begging his way slowly toward the caves of Lumbini.
One day, on the road to the next town, he heard a soft whining in the underbrush. When he investigated, he found a young dog so starved she could no longer stand. Moved to pity, he picked her up and carried her with him on his long journey, sharing the contents of his begging bowl, and watching with delight as she began to grow strong and healthy.
By the time they arrived in Lumbini, Kukkuripa had become so accustomed to her affectionate, good-natured company that he could not imagine living without her. And so he searched for an empty cave large enough for them both. Every day, when he went out begging, she would stand guard, waiting patiently for his return.
So deeply involved was Kukkuripa in the continuous recitation of his mantra, that twelve years passed as quickly as one. Almost without realizing it, the yogin attained magical powers of prescience and divine insight. But the gods of the Thirty-three Sensual Heavens had taken notice. In fact, they were so impressed that they invited him to celebrate his achievements by visiting their paradise. Flattered, and amazed at their attentions, he accepted the invitation and embarked upon a ceaseless round of self-indulgent feasting and pleasure.
On earth, his faithful dog waited patiently for her master to return. Although she had to root around for whatever she could find to eat, she never strayed far from the cave. And, in truth, she was not forgotten. Despite his luxurious existence, Kukkuripa sorely missed his loving companion. Again and again he told the gods that he needed to return to the cave to care for her.
But his heavenly hosts urged him to stay, saying: “How can you even think about returning to a dog in a dark cave when you are enjoying our good favor and every luxury and comfort we can offer? Don’t be so foolish–remain with us here.” Time and time again, Kukkuripa allowed himself to be persuaded.
But one day when he looked down from the Thirty-three Heavens, he realized that his loyal dog was pining for him–her eyes were sad, he tail was drooped, and she was so thin he could see her ribs. Kukkuripa’s heart ached for her. Then and there he descended from paradise to rejoin her in the cave.
The dog leaped and pranced with joy when she caught sight of her beloved master. No sooner did he sit down and begin to scratch her favorite spot just behind the ears, than she vanished from sight! There before him, wreathed in a cloud of glory, stood a radiantly beautiful Dakini.
“Well done!” she cried, “Well done!” You have proved your worth by overcoming temptation. Now that you have returned, supreme power is yours. You have learned that the mundane power of the gods is delusory, for they still retain the notion of self. Theirs is the realm of fallible pleasure. But now your Dakini can grant you supreme realization–immaculate pleasure without end.”
Then she taught him how to achieve the symbolic union of skillful means and perfect insight. As an irreversible, infallible vision of immutability arose in his mindstream, he did indeed attain supreme realization.
Renowned as Guru Kukkuripa, the Dog Lover, he returned to Kapilavastu, where he lived a long life of selfless service. And in due time, he ascended to the Paradise of the Dakinis with a vast entourage of disciples.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

a “separação da sua terra” que foi vivida pela Virgem Maria.




Milhares de pessoas participaram na Missa conclusiva do Jubileu Mariano


Cidade do Vaticano, 09 set 2016 (Ecclesia) – O Papa afirmou hoje no Vaticano que os católicos devem respeitar os estrangeiros e aprender com eles, recordando que Jesus, a Virgem Maria e São José também foram estrangeiros, ao viver no Egito.
“Quantos estrangeiros, incluindo pessoas doutras religiões, nos dão exemplo de valores que nós, às vezes, esquecemos ou negligenciamos! É verdade; quem vive a nosso lado, talvez desprezado e marginalizado por ser estrangeiro, pode ensinar-nos como trilhar o caminho que o Senhor quer”, disse, na homilia da Missa do Jubileu Mariano, no Ano Santo extraordinário, a que presidiu na Praça de São Pedro.
Perante milhares de pessoas reunidas para a celebração, incluindo uma delegação do Santuário de Fátima, Francisco recordou a “separação da sua terra” que foi vivida pela Virgem Maria.
“Por muito tempo, também Ela foi estrangeira no Egito, vivendo longe de parentes e amigos. Mas a sua fé soube vencer as dificuldades”, assinalou.
“Conservemos intimamente esta fé simples da Santíssima Mãe de Deus; peçamos-Lhe a graça de saber voltar sempre a Jesus e dizer-Lhe o nosso obrigado pelos inúmeros benefícios da sua misericórdia”, acrescentou.
A homilia sublinhou o valor da oração de agradecimento e de louvor, bem como a necessidade de um “coração humilde” para acolher os dons de Deus.
Francisco recordou que Maria, “uma jovem simples de Nazaré”, não vivia nos palácios do poder e da riqueza.
“Interroguemo-nos se estamos dispostos a receber os dons de Deus ou preferimos antes fechar-nos nas seguranças materiais, nas seguranças intelectuais, nas seguranças dos nossos projetos”, pediu aos presentes.
O Jubileu Mariano começou na sexta-feira e contou com uma vigília de oração, este sábado, presidida pelo Papa.
OC

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

o exemplo de Nehru e Indira Ghandi

No século 20 os tibetanos refugiaram-se na índia, não só porque era uma das fronteiras mas essencialmente por causa da conexão religiosa entre os dois países. Nunca a terra onde nasceu o budismo abandonou os budistas de outra terra em perigo. Nehru instiga o dalai lama a investir na educação das crianças refugiadas e o próprio governo indiano  financiou a abertura das escolas e ainda hoje financia o programa de educação tibetana.


1959 Nehru, Indira Gandhi et Le Dalaï Lama





quarta-feira, 26 de agosto de 2015

D. João V


se no budismo se diz que devemos destruir o erro de tomar as coisas como reais na via espiritual,  muitos pensadores ocidentais  reflectem o mesmo, Pierre Francastel diz que toda a mudança das  suas representações intelectuais conduz o homem a modificar o seu ambiente material, isto é as coisas. Todo um novo pensamento se incarna em novos objectos e cria-se sobre lugares imaginários tanto figurativos como reais. este autor é citado por rui bebiano (livraria estante, 1987) no seu ensaio sobre a corte de D. João V.

João V de Portugal (João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança; 22 de Outubro de 168931 de Julho de 1750), dito o Magnânimo, foi o vigésimo-quarto Rei de Portugal desde 1 de Janeiro de 1707 até à sua morte.
O seu longo reinado de 43 anos foi o mais rico da História de Portugal, profundamente marcado pela descoberta de ouro no Brasil no final do século XVII, cuja produção atingiu o auge precisamente na última década do seu reinado.



o certo é que o que aquele rei construiu serve hoje esta geração presente e esperamos a futura:
Os principais testemunhos materiais do seu tempo são hoje, o Palácio Nacional de Mafra contruido para agradecer os 6 filhos que teve,a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, o Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, e a principal parte da colecção do Museu Nacional dos Coches, talvez a mais importante a nível mundial, também na capital portuguesa.
No campo imaterial, merece destaque a extinta Academia Real da História Portuguesa, precursora da actual Academia Portuguesa da História, e ainda a criação do Patriarcado de Lisboa, um dos três patriarcados do Ocidente da Igreja Católica.
O último feito diplomático do reinado de D. João V, o Tratado de Madrid de 1750, estabeleceu as fronteiras modernas do Brasil. Vestígios do seu tempo no Brasil são cidades como Ouro Preto, então a capital do distrito do ouro das Minas Gerais, São João del-Rei, assim nomeada em sua honra, Mariana, que recebeu o nome da rainha, São José, a que foi dada o nome do príncipe herdeiro (hoje Tiradentes), e numerosas outras cidades, igrejas e conventos da era colonial.


sábado, 25 de julho de 2015

a linhagem materna

Chogyam Trungpa explicou muitas vezes a  importância das mulheres, da linhagem maternal numa sociedade. A mulher é como a água que unifica a farinha e a levedura para fazer pão. A linhagem materna liga os elementos pela sua simples presença.  A sua mulher Diana Mukpo (1953-) publicou a sua biografia em 2002, onde por exemplo conta que em 1966 passou 2 meses do verão com  a família em Sintra-colares, ao lado de um convento de freiras (as Irmãs Clarissas, do Mosteiro do Santíssimo Sacramento, que vivem em clausura.)

em inglês e françês:



"Ce livre est l'histoire de ma vie, ainsi qu'un portrait intime de mon mari, Chögyam Trungpa Rinpoché.Il quitta le Tibet en 1959 suite à l'invasion de son pays par la Chine communiste. Après avoir passé quelques années en Inde, il arriva en Angleterre. C'est là que je fis sa connaissance.

Il avait vingt-huit ans, j'en avais quinze. Quand nous nous mariâmes, j'en avais seize, et cela choqua beaucoup mes parents mais aussi les collègues tibétains de Rinpoché. Nous nous aimions profondément et avions un lien très spécial. Notre mariage n'en était pas moins fort peu conventionnel au regard des us et coutumes en vigueur et il ne fut pas exempt de blessures et de difficultés. Avec le recul, je ne regrette rien.

 Le temps qu'il passa en Occident - de 1963, année de son arrivée en Angle­terre, à 1987, l'année de sa mort en Amérique du Nord - fut une période importante pour la transplantation du bouddhisme en Occident. Je souhaite que mon point de vue, en tant que son épouse, puisse offrir une perspective unique sur cette période. Durant ces années, ma vie était beaucoup centrée sur lui et sur ce qui lui arrivait. En racontant mon histoire, je cherche essentiellement à préserver sa mémoire ainsi que le souvenir de tous ces événements."




hoje na tradição Shambhala a linhagem é continuada por:

Sakyong Mipham Rinpoche que nasceu em 1962 em Bodhagaya, na Índia. Ainda jovem, Sakyong estudou com os grandes Mestres Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche e com SS Penor Rinpoche.
Em maio de 1995, tendo sido completados 25 anos de existência da organização, foi formalmente empossado como o Sakyong líder de ambas as vertentes de Shambhala, a espiritual e a secular. Na entronização do Sakyong também foi oficializado seu reconhecimento como Mipham Rinpoche. Essa cerimónia foi um importante marco na história de Shambhala International, ao reconhecer o papel do Sakyong Mipham Rinpoche em dar continuidade àquilo que seu pai tinha pretendido fazer ao desembarcar no território norte-americano, 25 anos antes.


Em 2005 Sakyong Mipham Rinpoche e a Princesa Tseyang Palmo do Tibet se casaram em cerimónia realizada em 2 continentes.  Khandro Tseyang foi posteriormente entronizada como Sakyong Wangmo. O título Sakyong Wangmo significa "Senhora Protetora da Terra" e é a manifestação da energia feminina - gentileza e paz - que todos nós temos. Tem 3 filhas.


domingo, 19 de julho de 2015

frase do dia

"Quando se quer bem a uma pessoa, a presença dela conforta. Só  a presença...não é necessário mais nada!"

lido num postal antigo.

sábado, 18 de julho de 2015

ler

1. "A liberdade de expressão não é inimiga da religião, mas sim sua protectora. è por isso que não faltam mesquitas em Paris, Londres e Nova Yorque. Em Riade (Arábia Saudita) onde ela não existe, as igreijas não são permitidas. A importação de uma bíblia (na Arábia Saudita) é hoje punida com a pena de morte." ian mcewan (1948-)

e FJV acrescenta: "Na arábia saudita, as novas autoridades no poder proibiram o uso de cor na roupa feminina - e o vice- primeiro ministro turco anunciou que as mulheres não deviam rir em publico."

interessante mas discutível, o texto de johm kampfner intitulado "nenhum homem é suficientemente rico para comprar o seu passado", sobre a violência do dinheiro nos dias de hoje.


2. Um grande legado que vai ter um livro da sua vida em banda desenhada: Calouste Gulbenkian


sexta-feira, 17 de julho de 2015

faz 25 anos da 1º ed. de um livro sempre actual


http://www.wook.pt/authors/detail/id/36735

A primeira ed.foi em 1975.
No fim do livro o autor tenta relacionar o que aprendeu com os conhecimentos da época: a Bíblia, os filósofos gregos como Platão, o livro tibetano dos mortos, ....já no fim fala-nos de emanuel swedenborg (1668-1772) um nobre sueco contemporâneo de Bach, Benjamin Franklin, Kant, Wesley, e Newton, com bastante influência em certos círculos americanos. Tendo swedenborg vivido uma experiente de quase morte descreve-a:

"Quando chega à outra vida, o homem têm consigo a memória de todas as coisas e é sucessivamente levado à sua recordação. Tudo quanto disse e fez torna-se evidente perante os anjos, numa luz clara como o dia, e nada foi escondido no mundo que não fique claro depois da morte, como que reflectido num espelho, quando o espírito é examinado perante a luz do Céu."

Um pouco de humor para acabar tirado de  um post no facebook do autor






quinta-feira, 16 de julho de 2015

lendo

livraria lello, porto
"Levava debaixo do braço um livro volumoso. Era um gesto que lhe dava prazer, uma atitude ao mesmo tempo distanciada e respeitoso para com o espírito. ... cruzou-se com o general Stumm e comentou "folgo muito em saber que o senhor também é frequentador da biblioteca. De vez em quando, faz bem fazer uma visita ao espírito na sua própria casa, mas isso é hoje cada vez mais raro entre homens de uma certa posição.
O general Stumm respondeu que estava muito familiarizado com aquela biblioteca."

Robert Musil, o homem sem qualidades, ed.2008

2. "Poucos antes do meu nascimento, outros tinham absorvido todas as dores, para nos pouparem sofrimentos e não permitirem senão pequenos desgostos." 

em  dora brude livro de Patrick Modiano (1945- prémio Nobel da literatura em 2014) ed.asa, pág.84

3. Os maias de eça de queiroz são uma aguarela de  lisboa do séc.19. Onde podemos viajar a um passado ainda recente: ver por exemplo este artigo : 10 lugares para reviver os maias :
1. CASA RAMALHETE
Rua São Francisco de Paula (atual Rua Presidente Arriaga), Janelas Verdes
 
“(...) o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma tímida fila de janelinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de residência eclesiástica que competia a uma edificação do reinado da senhora D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo, assemelhar-se-ia a um colégio de Jesuítas” - Os Maias
 
O livro abre com uma descrição detalhada da Casa Ramalhete – local criado pela ficção e que nunca existiu. Eça se inspirou nos palácios da Rua São Francisco de Paula, hoje Presidente Arriaga, próximos ao Museu Nacional de Arte Antiga.
 
                                                                                                             Priscila Roque
A Casa Ramalhete não existe, mas é possível imaginá-la como seria nessa rua
 
2. ATERRO
Av. 24 de Julho
 
Perto da Casa Ramalhete encontrava-se o Aterro. De acordo com Monica Figueiredo, “toda aquela região para baixo, atualmente chamada de Av. 24 de Julho, que vai dar em Belém, era chamada de Aterro – a parte aterrada do Rio [Tejo]. Os personagens iam até lá para passear, refletir ou viver aquilo que a sociedade da época não os permitia”.
 
                                                                                                             Priscila Roque
No lugar do Aterro, hoje existe a A Av. 24 de Julho - uma importante artéria da capital
 
3. ESTAÇÃO SANTA APOLÓNIA
Av. Infante D. Henrique
 
Para Monica, é aqui que acontece uma das cenas mais bonitas do livro: “É a última vez que o leitor tem contato com Maria Eduarda. Depois que ela descobre o incesto, é convidada a sair de Portugal. Essa, então, é a hora da despedida, em que ela aparece toda vestida de negro, com um véu no rosto. É pictoricamente muito bem feita”, diz.
 
                                                                                                               Nuno Morão
Maria Eduarda despede-se do leitor na Estação Santa Apolónia
 
4. HOTEL CENTRAL
Praça Duque da Terceira, Cais do Sodré
 
Apesar desse luxuoso hotel ter encerrado suas atividades em 1919, a fachada permanece original. “De costas para o cais, do lado direito, é um prédio com uma série de lojas. Ele é muito importante no livro. Primeiro acontece um grande jantar que acaba em pancadaria. Depois, esse é o lugar que Carlos Eduardo vê Maria Eduarda, descendo, pela primeira vez. Ela está toda de branco, vem segurando uma cadelinha acinzentada e o sol da Ribeira bate nela – uma imagem linda”, relembra a professora.
 
                                                                                                             Priscila Roque
Até 1919, funcionava nesse edifício o luxuoso Hotel Central
 
5. TEATRO SÃO CARLOS
Largo de São Carlos
 
O Teatro São Carlos abriu suas portas ainda em 1793. Na época de Os Maias, era uma das salas mais prestigiadas. “No teatro, muitos dos encontros e da crítica social que o Eça faz à cultura do seu tempo e à forma como as coisas eram passadas – de uma maneira repetitiva, esvaziada, sem reflexão, com cópias do que se passava nos teatros franceses – são recuperados o tempo todo”, atesta Monica.
 
                                                                                                            Priscila Roque
O Teatro São Carlos ainda é um dos principais de Lisboa
 
6. CHIADO
Largo do Loreto (atual Praça Luís de Camões), Largo do Chiado e Rua do Chiado (atual Rua Garrett)
 
O coração de Lisboa já pulsava no Chiado naquela época. “O Largo do Loreto é recorrente no livro, principalmente por conta da estátua de Camões, dos cafés e de toda a circulação de ideias. Há uma frase de João da Ega que diz: ‘Lisboa é Portugal! Fora de Lisboa não há nada! O país está todo entre a Arcada e São Bento’. Ela resume a importância dessa cidade dentro da obra de Eça. Há também inúmeras cenas na Rua do Chiado, hoje Garrett. Era lá que ficava o café Marrare [entre os números 54 e 64] e a Casa Havanesa, local que vendia enfeites para a burguesia enriquecida”, explica a professora.
 
                                                                                                            Priscila Roque
A Rua Garrett e a Praça de Camões são cenários de Os Maias
 
7. CASA DA MARIA EDUARDA
Rua de S. Francisco (atual Rua Ivens), 31, 1º andar
 
Antes chamada de Rua de S. Francisco, hoje Ivens, era aqui que Maria Eduarda vivia. “É no número 31 que estava a suposta casa dela – onde começa também o encontro de amor com Carlos da Maia. Mesmo que o local não exista, vale a pena passar por lá e imaginar”, afirma Monica.
 
                                                                                                         Priscila Roque
A casa só existiu na ficção, mas como não imaginar Maria Eduarda nesse endereço?
 
8. CAFÉ TAVARES
Rua de São Roque (atual Rua da Misericórdia), 37
 
“Nesse café acontecem alguns almoços do livro. Porém, aqui também era ponto de encontro de quando Eça voltava a Portugal e reencontrava seus amigos. Algumas pessoas, por inveja, começaram a suspeitar dessas reuniões. Diziam que eles eram ‘vencidos da vida’. Eça ironizou a situação e o grupo ficou conhecido por esse nome”, indica Monica. Ainda hoje é possível reservar a mesa frequentada por Eça de Queirós e os “Vencidos da Vida” no Restaurante Tavares.
 
                                                                                                             Priscila Roque
O Café Tavares - hoje restaurante - foi frequentado por Eça de Queirós
 
9. PRAÇA DO ROSSIO
Praça D. Pedro IV
 
Cenário de touradas, feiras e outros eventos, um dos principais pontos da capital também já foi residência da família de Eça, no 4º andar do número 26. Algumas lembranças se transportaram para dentro do romance. “Muitos personagens se encontram no Rossio. Sempre tem alguma coisa acontecendo por lá! É nesse mesmo local que Carlos Eduardo tem um consultório, quando começa sua vida como médico em Lisboa. É um lugar de ficção e de memória biográfica”, ressalta a professora.
 
                                                                                                             Priscila Roque
Uma placa homenageia o escritor no número 26, onde residiu com sua família
 
10. PASSEIO PÚBLICO
Atual Av. da Liberdade e Praça dos Restauradores
 
“Quando a Av. da Liberdade foi construída, em 1886, Eça estava fora de Portugal. Aquele lugar, que hoje é também a Praça dos Restauradores, na época, era um enorme jardim no modelo francês, chamado de Passeio Público”, conta Monica.
 
Depois da viagem de Carlos da Maia, que durou 10 anos, ele retorna a Lisboa, já com essa avenida inaugurada. “É um choque pelos olhos do personagem. Ele vê que a paisagem mudou, mas a pequenez das pessoas continua a mesma. A ideia de uma cidade com uma avenida larga, pronta para o futuro, para a circulação, mobilidade e comércio, é, na verdade, uma fotografia de fachada”, explica.
 
                                                                                                             Priscila Roque
Avenida da Liberdade e a Praça dos Restauradores foram construídas onde originalmente era o Passeio Público
 
acrescento:
 
11. Subindo a Rua do Alecrim, bem conhecida das personagens queirosianas, encontramos, à esquerda, a estátua de Eça de Queirós e da sua musa.
 

terça-feira, 14 de julho de 2015

a única via

2ºed.janeiro2015
a china maoísta comunista invadiu o Tibete, e foi uma tragédia, que hoje felizmente se atenua. Quando os chineses chegaram a lhasa começaram por exigir a cabeça dos dois primeiros ministros, o religioso e o laico.Sabemos como terminou tal aventura, para evitar um mal maior, todo um povo emigrou.




"In exile from the land of snows", john avedon, 1984, 2015, uma edição com fotografias da época, mapas e cronologia dos acontecimentos.

algumas opiniões sobre este livro que teve este ano uma nova edição:

" a noble and eloquent book...indispensable reading." - the washington post
"what alexander solzhenitsyn did for the union sovietic, avedon does for tibet" Los angeles times

"Utterly engaging. there are passages dealing with india that will have you smelling dust. this book deserves wide readership, the autor our applause." - san diego tribune

e ainda hoje se morre nas prisões chinesas: http://www.lionsroar.com/tenzin-delek-rinpoche-dies-in-chinese-prison/# "Tenzin Delek Rinpoche, one of the most prominent Tibetan political prisoners and a respected Buddhist teacher, died on July 12 in a Chinese prison in Chengdu according to the Central Tibetan Administration. The cause of his death is unknown."

domingo, 12 de julho de 2015

Capicua - "Casa no Campo" (com Mistah Isaac) - Lyric Video

quero cultivar mais do que mero conhecimento,Quero uma horta do outro lado da porta e 
quero a sorte de estar pronta quando a morte me colher,
Quero uma porta do outro lado da morte,

"Quero uma casa no campo como elis regina,
Plantar os discos,
Os livros e quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.

Casa no campo com a porta sempre aberta para deixar entrar amigos,
Partir à descoberta,
Ter a minha cama grande com a colcha predileta e um cão desobediente dorme em cima da coberta.
Quero uma casa completa com um pedaço de terra,
E com o espaço quero o tempo para adormecer na relva,
Longe da selva de cimento,
Eu acrescento que quero cultivar mais do que mero conhecimento,
Quero uma horta do outro lado da porta e quero a sorte de estar pronta quando a morte me colher,
Quero uma porta do outro lado da morte,
Ter porte de mulher forte quando a vida me escolher.
Quero uma casa no campo que cheire a flores e frutos,
A gomas e sugus,
A doces e sumos,
Cozinhar para quem quer comer,
Comer como sei viver,
Com apetite já disse que não quero emagrecer.
Comer de colher sopa,
Fazer pão,
Estender a roupa,
Eu faço pouco das bocas que me dizem para crescer,
Eu quero rasgar janelas nas paredes cujas pedras eu carregar com as mãos que uso para escrever.
Casa no campo com lareira e fogo brando,
Que ilumine todo o ano,
O sorriso de quem amo,
Quero uma casa no campo que pode ser na cidade,
Mas tem de ser de verdade,
Mesmo não tendo morada… https://www.youtube.com/watch?v=GtryADkv14A

segunda-feira, 6 de julho de 2015

o leque está aberto a180º

e porque não praticar a arte do leque (sopro)? 


Fundado em valores espirituais de “Tradição Universal”, o Tenchi Tessen apresenta-se como uma nova abordagem corporal. Os termos japoneses constituintes do nome desta arte significam:
• Ten: Céu
• Chi: Terra
• Tessen: Leque (símbolo do Sopro)
Esta “Arte do Movimento” permite simultaneamente aumentar a flexibilidade corporal e, de uma forma harmoniosa, desenvolver e pôr em circulação as energias internas.
Os aspectos que levam a considerar esta disciplina como uma “Arte da Vida” são principalmente o conhecimento de si-próprio e a comunicação com os outros e com o mundo que nos rodeia.
O Tenchi Tessen convida o praticante a habitar um ‘espaço justo’, descobrindo, assim, o seu esquema corporal. Pela prática desta arte, o aluno aprende a sentir o mundo que o rodeia e, em simultâneo, está consciente da presença dos outros praticantes, tornando-se UM com tudo o que o rodeia.
Embora o TenChi Tessen seja uma arte de viver, guarda certas características inerentes às artes do Budo, que levam o praticante a desenvolver a espontaneidade e a liberdade de expressão e, consequentemente, flexibilidade e abertura de espírito, apoiado no princípio de katsujinnoken ou «dar a vida com o sabre». Aqui, o sabre é substituído pelo leque.
Nesta arte do movimento, o objectivo não é o combate, mas o praticante aprende a desenvolver certas características inerentes ao combate, tais como: o espírito de vigilância (jap. Zanshin) e o empenho que qualquer disciplina exige, de modo a alcançar-se a intensidade e o nível de prática requeridos. Tudo isto é conseguido por meio de uma repetição persistente, dedicada, à semelhança do músico que repete sem cessar uma obra. E, quando o praticante  aprende a executar o movimento sem pensar,  atinge um dos primeiros objectivos.
À semelhança do artista que, após um longo trabalho, confia na sua intuição na busca incessante da beleza, da harmonia e fluidez dos seus movimentos, o praticante do TenChi Tessen procura progredir constantemente, antes de se entregar à inspiração e à improvisação. Relembremos os mestres do movimento que nos dizem: a verdadeira essência da beleza é a alegria de a descobrir em tudo.
O Tenchi Tessen pode, também, tornar-se numa via espiritual. Trata-se da livre escolha de cada um. Essa via permite a evolução do homem, a evolução que conduz à Unidade, unidade do corpo e do espírito, o que é próprio a toda a Via espiritual. link
 aonde: http://www.museudooriente.pt/
Terça | 13.00 às 14.00
Sexta | 19.00 às 20.30

Interrompe durante o mês de Agosto

Preço: €48,00/participante/duas aulas semanais/mês
Preço avulso: €11,00
Para maiores de 16 anos

Sala sujeita a confirmação

O tenchi tessen é uma arte do movimento. A sua finalidade é permitir ao ser humano reencontrar a harmonia consigo e com o Mundo, entre o céu (ten) e a terra (chi). Criado por Georges Stobbaerts, o tenchi tessen pode comparar-se a uma dança hierática, uma arte para a unidade do corpo, que se situa no instante presente, onde o leque substitui o sabre e a confrontação dá lugar à conciliação.

Em colaboração com a Escola TenChi – Associação TenChi Internacional

Lisboa     lugar de prática: Museu do Oriente   
Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte)  1350-352 Lisboa
Terça 13h-14h   Sexta 19h-20h30     Professor:  Miguel Raposo       tel: 91 07 66 507

domingo, 5 de julho de 2015

Calor : 5 gestos naturais para dormir melhor

 #1  tome um banho frio, incluindo  a cabeça.
#2  bebam muita água ou sumos de fruta naturais
#3  ponham na almofada um bloco gelo.
#4  comam muita fruta ex. melão, melancia...
#5  façam exercício de manha cedo.

link

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Uma menina de 4 anos chamada Meredith, após a morte do seu cão Abbey, pediu ajuda à mãe para escrever uma carta a Deus.


Boss AC - Oficial"Uma menina de 4 anos chamada Meredith, após a morte do seu cão Abbey, pediu ajuda à mãe para escrever uma carta a Deus. A menina ditou e a mãe escreveu: "Querido Deus, Será que podes tomar conta do nosso cão Abbey? Ele morreu ontem e foi para o Céu. Tenho muitas saudades dele. Estamos felizes que nos tenhas deixado tê-lo como o nosso cão, embora ele tenha ficado doente. Espero que possas brincar com ele. Antes de ficar doente, ele gostava de brincar com bolas e nadar. Mando f
otos dele para que o reconheças assim que o vires e saibas que é o nosso cão. Sinto muito a falta dele. Com amor, Meredith Claire PS: A mamã escreveu as palavras que eu ditei." A mãe de Meredith pôs a carta num envelope com duas fotos do cão e endereçou a carta para: Deus no Céu. Antes de deixarem a carta nos Correios, Meredith colou muitos selos no envelope porque achava que o Céu era muito longe e que seriam precisos muitos selos para que a carta chegasse ao seu destino. 
Durante alguns dias, Meredith perguntava à mãe se Deus já teria recebido a carta, ao que a mãe respondia que achava que sim. Até que um dia, ao regressarem dum passeio, encontram à porta de casa um pacote em papel dourado. O pacote trazia um postal em forma de estrela que dizia: Para Meredith. A menina, cheia de curiosidade, abriu o pacote e dentro encontrou um livro. O livro chamava--se ‘When a pet dies’ ( ‘Quando um animal de estimação morre’) e trazia colada a carta que ela tinha mandado a Deus, as duas fotos do cão e uma nota escrita à mão que dizia: "Querida Meredith, Eu sei que vais ficar muito contente em saber que o Abbey chegou em segurança ao Céu! Teres mandado as fotos foi uma grande ajuda. Reconheci-o assim que o vi. Sabes, ele já está curado e o seu espírito está aqui comigo, tal como está presente no teu coração, feliz e a correr e a brincar. Abbey adorava ser o teu cão. Como não precisamos dos nossos corpos no céu, eu não tenho bolsos. Por isso não posso guardar a tua carta. Aproveito e envio-te as fotos para que te lembres sempre do Abbey. Um dos meus anjos está a tomar conta dele. Espero que este livro te ajude. Obrigado pela tua linda carta. Agradece à tua mãe por tê-la escrito. Ela é maravilhosa. Escolhi-a de propósito para ti. Envio-te a minha bênção todos os dias e lembra-te que te amo muito. Estou no Céu e onde quer que haja amor. Com muito amor, Deus" 
Ninguém sabe ao certo quem respondeu à carta, mas muito provavelmente terá sido um funcionário dos Correios. Acho que independentemente das interpretações que esta história possa ter, é uma história bonita que merece a partilha. E é verídica.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/…/carta_de_uma_menina__para_deus.…