domingo, 12 de Julho de 2009

freud_silêncio

1. uma anedota psi: "A patient visits the psychiatrist. "Oh, doctor," he cries. "I can't help myself. I keep thinking that I'm a bell!" The psychiatrist hands the patient some pills, and says, "Take these. If the symptoms persist, give me a ring."
2. uma reflexão bem apropriada nestes tempos: o analista silenciado na sua cadeira enquanto o paciente fala, fala no celebre sofá de freud. A neutralidade não existe_ é silenciada. Mas abre portas.
 3. "Proponho, aliás, o termo analista-cidadão para designar o psicanalista que responde à chamada que lhe é feita, pronunciando-se activamente sobre os acontecimentos do seu tempo ou nas instituições onde trabalha. O analista-cidadão terá de ser, sem dúvida, um analista sensível às formas de segregação contemporâneas e entender qual a função que agora lhe corresponde. Essa função, a nosso ver, é simples de definir e complexa na sua operacionalização. Transformar os sujeitos institucionais objectos de tutela, considerando-os nas suas particularidades e nas suas peculiaridades na relação com o outro. Fundamentalmente, não se trata de propor um saber novo ou um saber diferente, mas uma atitude que provém da própria escuta psicanalítica. Nesta, o fundamental é a capacidade de gerar ignorância e, por aí, atribuir saber ao sujeito que nos fala. Ao propor institucionalmente um ângulo de visão marcado pela recusa do lugar de quem sabe sobre o outro e sobre aquilo que lhe causa, o psicanalista abre a via do percurso." carlos amaral dias

tradutor