segunda-feira, 26 de junho de 2017

26 de junho 1997- 2017









em Portugal Harry Potter é antes de mais o fenómeno editorial de 1999. É-o porque demove crianças de jogos de computador e de infindáveis horas frente ao televisor. É-o porque está traduzido em cerca de 30 idiomas. É-o porque tem angariado os mais importantes prémios de literatura infanto-juvenil. Mas Harry Potter, o personagem dos livros de J. K. Rowling, não é um herói habitual. É apenas um miúdo magricela, míope e desajeitado com uma estranha cicatriz na testa.

Estranha, de facto, porque afinal encerra misteriosos poderes que o distinguem do cinzento mundo dos muggles (os complicados humanos) e que irá fazer dele uma criança especialmente dotada para o universo da magia. Admitido na escola Howgarts onde se formam os mais famosos feiticeiros do mundo, Harry Potter irá viver todas as aventuras que a sua imaginação lhe irá propocionar. Um grande sucesso editorial que os mais jovens adoram e que apetece também aos adultos.
NOTA DO AUTOR
Há quem compare a escritora J.K. Rowling a C. S. Lewis e J.R. Tolkien. Ou até aos Beatles, como aconteceu recentemente com alguns jornais americanos, a propósito da recepção que lhe foi feita numa digressão pelas principais cidades e programas de televisão dos Estados Unidos. E o caso não é para menos. Os três livros livros da colecção de Harry Potter publicados até à data, "Harry Poter e a Pedra Filosofal", "Harry Potter and the Chamber of Secrets" e "Prisoner of Azkaban", conseguiram a proeza de ocuparem os 3 primeiros lugares do top de vendas do The New York Times, na última semana de Setembro, e estão há 38 semanas consecutivas na lista dos livros mais vendidos nos E.U.. 
Mas quem é esta escritora, que em menos de nada sai do anonimato para as capas de jornais e revistas à escala mundial? Escocesa de nascimento, 34 anos, foi durante três anos (92-95) professora na escola Encounter English, no Porto, onde terá começado a escrever as aventuras deste pequeno herói, que se desloca de vassoura e possui um caldeirão e varinha mágica. De regresso a Edimburgo, acaba o primeiro livro, que é publicado em 1997. Desde aí já lá vão três títulos, múltiplos elogios em muitas páginas de jornais (o "The Times" escreveu mesmo: «Uma geração inteira descobriu o prazer da leitura com Harry Potter») e programas televisivos, dezenas de milhões de exemplares vendidos, milhares de cartas de crianças.





O mundo estava em mudança há 20 anos: o Império Britânico foi extinto, nasceu Malala Yousafzai e morreu a princesa Diana. Mas um outro acontecimento havia de fazer história na literatura: J.K. Rowling lançava ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ para as bancas. Com sete livros da saga de magia e feitiços nas bancas, o fenómeno Harry Potter alimenta desde 26 de junho de 1997 o imaginário de crianças e adultos apaixonados. E até teve impacto nos Dicionários de Oxford, que decidiram juntar a palavra “muggle” — que nos livros representa as pessoas que não têm poderes — com a definição: “o nome dado aos humanos sem poderes mágicos". 
 




site: https://www.jkrowling.com/news/

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Bragança sefardita_A CIDADE E AS SERRAS



 https://www.dussaud-g.fr/rubriques/portom-travail.html

Em Portugal, escrevia Miguel Torga, em 1950, "há duas coisas grandes, pela força e pelo tamanho: Trás-os-Montes e o Alentejo. Trás-os-Montes é o ímpeto, a convulsão; o Alentejo, o fôlego, a extensão do alento".
Entre as duas há uma infinidade e afinidade de lugares e tradições, de pessoas e atmosferas, de cenas de trabalho e de afetos, de gestos e de rostos, de romarias e rituais, de incontáveis histórias ancestrais; universos "miraculosamente intactos" que, num tempo não muito longínquo, pareciam subsistir, segundo o poeta, à espera de uma objetiva que os perpetuasse antes que desaparecessem de vez na voragem do progresso.
Alguns sucumbiram já, mas não antes que Georges Dussaud respondesse ao desafio de Torga, que, como fotógrafo viajante e ao longo dos últimos 30 anos, vem fixando pela imagem a cartografia de um Portugal antigo e autêntico; um amplo quadro de referências que a singularidade da própria obra - entre o realismo e a poesia, o documental e o artístico - veio mostrar ao natural, sem retoques, e repleta de humanismo.
Na assunção de que a melhor parte da viagem é o caminho e não o destino, a presente exposição propõe, sala a sala, um olhar demorado sobre o território, conduzido pela objetiva atenta de Dussaud, que ora nos faz subir ao mundo perdido que pulsa no cimo das serras da Nogueira, Montesinho, Larouco, Barroso e Gerês, ora nos faz descer à angústia dos vales profundos do Douro e nos descansa o olhar na ampla orla marítima ou na imensidão da planície. 
De relance, visitamos ainda Lisboa, porque afinal, diz Torga, "a Pátria é tanto o lodo de Alfama, o poleiro de S. Bento e a miséria mental do Chiado, como a lisura de Trás-os-Montes e a ênfase do Alentejo". 
Jorge da Costa link
________________________________________________________________________________ GEORGES DUSSAUD - A CIDADE E AS SERRAS no Centro de Fotografia Georges Dussaud
DE 16 DE JUNHO A 31 DE DEZEMBRO DE 2017 link
O acaso que, em 1980, trouxe Georges Dussaud (1944, Brou, França) a Trás-os-Montes, converter-se-ia, pela importância do lugar, na obra e nos afetos, num cíclico retorno.
Dussaud conhece bem a região que, ao longo dos últimos 37 anos, tem vido a ser o principal corpo de trabalho da sua obra, feita de incontáveis peregrinações por lugares, tempos e contextos muito distintos, na tentativa de sobre ela construir, a partir da fotografia, uma "radiografia profunda".
Dussaud regressa em abril de 2016 e em fevereiro de 2017, a convite do Município de Bragança, com o propósito de realizar um novo trabalho fotográfico: uma narrativa sobre a contemporaneidade desta região, sobretudo no que ela mantém de original e identitário.
O comércio, os rituais e os ofícios, os trabalhos agrícolas e o pastoreio, a paisagem e a arquitetura, as artes e a cultura, mas sobretudo as gentes, são alguns dos temas aqui tratados, sublinhando, ao mesmo tempo, a concertação que ainda se mantém entre a preservação das tradições serranas e as transformações impostas pela modernidade citadina, ideal tão aclamado no romance queirosiano.
Neste, como em tantos trabalhos anteriores, as suas imagens apontam, por isso, para um terreno aberto a todo o tipo de incursões, derivam das contingências do tempo e das oportunidades do momento, são feitas de acasos e de instantes aparentemente banais, irrelevantes, quotidianos e são, ao mesmo tempo, uma declaração do seu encantamento, dos seus encontros diretos e fraternos com as pessoas e os seus modos de vida.
A apropriação do título do romance de Eça de Queirós para esta exposição harmoniza-se, assim, com a proposta de uma pausada e apaixonante viagem pela cidade e algumas aldeias do concelho de Bragança, através de um corpo fragmentário e familiar de imagens, que Dussaud nos veio mostrar sob um novo olhar.
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http://terrasdesefarad.com/pt/evento/ _a propósito deste tema as palavras de

Paulo Mendes Pinto_CIÊNCIA DAS RELIGIÕES




"Conseguir, após estes séculos, regressar à temática sefardita, numa das cidades mais emblemáticas para este tema, é imagem de uma imensa coragem e de uma ainda maior visão da autarquia de Bragança.
Hoje, praticamente não há judeus em Bragança. No início do século XX, durante a I República, ainda se organiza uma comunidade de cidadãos brigantinos que, em liberdade, regressa à fé dos seus antepassados que tinham de manter escondida entre as paredes da privacidade.
Mas, seja pelo que o estudo do ADN já nos mostrou, seja pela cultura, seja pelo cosmopolitismo que marca a cultura judaica sefardita, hoje somos todos Terra(s) de Sefarad. Somos todos essa herança ligada à inovação, ao crescimento, à luta pela cultura e pela qualidade que marcou as comunidades de portugueses judeus.
Vivemos tempos marcantes em que a Liberdade Religiosa nos permite, em consciência, olhar para o passado e ver como ele nos pode ajudar na cidadania do futuro. Não só o diálogo e o respeito deve ser cada vez mais a norma, como a diferença precisa de ser valorizada como um património e uma riqueza que é de todos; dos judeus, mas também dos cristãos, dos ateus, entre tantos outros que hoje, como pessoas de boa vontade, procuram as ferramentas para uma cidadania consciente."
 

 

terça-feira, 20 de junho de 2017

The Kohinoor: Following the bloodiest diamond across history | india | Hindustan Times


Koh-i-Noor diamond_montanha de luz
"I’ve been told that the Koh-i-Noor diamond wasn’t cut
and polished until quite late in its history, yet it was always a diamond. If
you had seen it before it was cut and thought it was just another ugly rock,
that would be a wrong view. Now that it has been cut, it’s easy to recognize
– it’s one of the most famous diamonds in the world – to this day, India and
Pakistan whine about how the British stole it from the Sikhs in the 19th
century. But the point here is that whatever it looked like before it was cut
and polished,[em 1852] it was still the famous Koh-i-Noor diamond, and that it was a
diamond long before it was ever called the Koh-i-Noor. So, to have assumed
it was just a lump of rock would have been a wrong view." Dzongsar Khyentse




The Kohinoor: Following the bloodiest diamond across history | india | Hindustan Times

 It’s a stone that, legend says, should only be worn by a woman or a god; to a man who dares wear it, it will only bring bad luck.
On April 18 2017, during a court hearing on a suit seeking the diamond’s return to India, Ranjit Kumar, the Solicitor General said that the rock, whose name means ‘mountain of light’, was not stolen by the UK, but was given to them by the Sikh king Ranjit Singh.
1849:
The British win the second Anglo-Sikh War and annexe the Sikh kingdom of Punjab under the Treaty of Lahore. 11-year-old Duleep Singh signs over the kingdom and the diamond over to them before stepping down from his throne.
Article III of the treaty reads: The gem called the KohiNoor, which was taken from Shah Sooja-ool-moolk by Maharajah Runjeet Singh, shall be surrendered by the Maharajah of Lahore to the Queen of England.
1852:
The diamond is taken to England and showcased to the public. However, after reports of ‘disappointment’ with the stone’s uncut appearance, Queen Victoria’s husband, Prince Albert orders the polishing of the Kohinoor. The final product, which takes 38 days to achieve, shaves off significant portions of the stone, reducing its weight by 42% -- from 186 carats (or 37.2 g) to its current 105.6 carats (21.12 g).
Bearing in mind the myth surrounding the stone, Queen Victoria later asks in her will that the Kohinoor only be worn by a female queen.
The stone is then added to the crowns of her successors and is stowed away in the Tower of London where it has been ever since.
Ever since:
Despite claims of ownership by four countries -- India, Pakistan, Afghanistan and Britain -- the United Kingdom has maintained its ownership over the gem.