quarta-feira, 19 de setembro de 2018

livro_Desafios Matemáticos que te Vão Enlouquecer de Inês Guimarães

09-2018Vamos aplicar o teorema de Pitágoras ao voleibol de praia? Queres adivinhar o número do cartão de crédito do teu amigo com a ajuda da teoria de números? Descobrir o dia da semana de uma determinada data, ou a idade da vizinha através de um simples cálculo? Queres ajudar a tua avô a fazer um bolo delicioso? Perceber finalmente o que significa o fator dos protetores solares? E chegar à percentagem do amor? Ou resolver o dilema das bolas de gelado? Aprender a dividir uma limonada entre amigos? Pode vir a dar jeito… 

Neste livro a youtuber Inês Guimarães, mais conhecida como MathGurl mostra-te como a matemática não é só para os cromos, nem fica fechada na escola. Esta ciência faz parte do teu dia a dia, pode ajudar-te a resolver valentes quebra-cabeças, a fazer um figurão entre amigos e familiares e, claro, é super divertida! Tenta lá resolver estes 51 problemas sem enlouquecer!


Chama-se Inês Guimarães, mas muitos conhecem-na como MathGurl. O seu tempo é dividido entre a Faculdade de Ciências da UP e o YouTube, onde criou o primeiro canal sobre matemática no país.
Um professor brasileiro, rosto do canal Matemática Rio, descobriu o projecto quando este tinha pouco mais de 50 subscritores. Não tardou a divulgá-lo junto dos alunos e as subscrições multiplicaram. Ainda hoje, a maior parte dos seguidores de Inês é de nacionalidade brasileira. Se por um lado existem mais canais educativos no país, a jovem acredita que os estudantes brasileiros, por outro, estão mais habituados a estudar a partir de vídeos do que os portugueses. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

blog Religionline: U2 bebem na Bíblia sem medo


sábado, 15 de setembro de 2018

Rapazes de fé. Os U2 bebem na Bíblia sem medo

Texto de Miguel Marujo


Quando, no domingo e na segunda-feira à noite, dias 16 e 17 de setembro, os U2 subirem ao palco do antigo pavilhão da Utopia, em Lisboa, dificilmente alguma das pessoas ali presentes dirá que vai ver o concerto de uma banda cristã, que não o é, ou que quer ouvir mensagens cristãs, que as há. 
É antes a música e o espetáculo (e quase só a música e o espetáculo)que leva os milhares de fãs à Altice Arena, na busca de uma utopia que os irlandeses continuam a procurar reinventar, reinventando-se, com mais ou menos ousadia – e mais ou menos sucesso – quase 40 anos depois do seu primeiro disco, o EP Three (1979). Trata-se de uma questão de fé, para Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr., como para aqueles que os seguem de forma indefetível. Crentes uns e outros, e uns nos outros.
Nunca renegando um vínculo ao cristianismo, e em particular ao catolicismo, os U2, nomeadamente o seu vocalista, Bono, carregaram sempre uma espiritualidade muito própria: eram “uma espécie de irmandade”, como os definiu The Edge, crentes nos únicos “dois grandes sacramentos”, a amizade e a música, em que uma fé inabalável na sua capacidade de vingar também representou a vontade de melhor cantar a sua fé. “Eu só vou onde há vida, sabe? Onde sinto o Espírito Santo. Se é na parte de trás de uma catedral católica romana, na quietude e no incenso, que sugerem o mistério de Deus, da presença de Deus, ou nas luzes cintilantes de uma tenda revivalista, eu apenas vou onde encontro a vida. Não olho para a denominação”, confessou Bono ao Christianity Today
Esta ponte entre o sagrado e o profano é seguida de perto pelo vocalista do grupo irlandês. Em 2005, numa exposição sobre a Bíblia, em Lisboa, no âmbito do Congresso Internacional para a Nova Evangelização, liam-se estas palavras de Bono: “Sou um músico ‘escrevinhador’, fumador de charutos, bebedor de vinho, leitor da Bíblia. Sou um exibicionista que adora pintar quadros daquilo que não vê. Um marido, um pai, amigo dos pobres, às vezes dos ricos. Um ativista vendedor ambulante de ideias. Jogador de xadrez, estrela de rock em part-time, cantor de ópera no grupo pop mais barulhento do mundo. Que tal?”
Órfão de mãe, Bono escreve a sair da adolescência I Will Follow, o tema de abertura de Boy, o primeiro álbum, lançado em 1980 (e que certamente se ouvirá agora de novo em Lisboa, como tem acontecido nesta The eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour). Notou que “este era um tema que ninguém tinha ainda explorado, no rock and roll– o fim da angústia da adolescência, a enganadora arte da masculinidade, a sexualidade, a espiritualidade, a amizade”.


No jornal L’Osservatore Romano recorda-se como Bono olhava para o rei David, dos tempos bíblicos: “Aos 12 anos adorava David: para mim era como uma pop star, as palavras dos salmos eram poesia e ele era um ídolo. Antes de se tornar profeta e rei de Israel, David passou por muita coisa. Viveu exilado e acabou por ir viver para uma caverna, onde fez as pazes com Deus. É aí que esta história se torna interessante: David compõe os seus primeiros blues.” 

Perante uma afirmação destas, o jornalista do órgão oficial da Santa Sé verifica que “dito assim, tem todo o ar de uma afirmação irreverente”, mas Gaetano Vallini prefere ler esta ideia de Bono “como uma declaração de fé muito original”.


É tempo então de olharmos para as letras (na sua esmagadora maioria escritas por Bono), para lá do imediatismo das palavras. Trata-se de uma tarefa facilitada por Andrea Morandi, crítico musical e autor do livro U2. The Name Of Love (Roma, Arcana, 2009), que nos guia por esta “pesquisa filológica singular”, como lhe chama Vallini no L’Osservatore Romano. Trata-se de uma obra na qual são analisados todos os textos de Bono, desde o primeiro álbum, Boy (1980) até No Line On The Horizon (2009), na altura o último trabalho editado pelos U2. Depois disso, os irlandeses lançaram Songs of Innocence (2014) e Songs of Experience (2017), os discos que mais alimentam a atual digressão. 
Morandi considera que “a presença da Bíblia nos primeiros registos era uma coisa conhecida, mas que continuou de forma persistente até que [No Line On The Horizon] foi uma verdadeira descoberta”. Para o autor italiano, neste 12.º álbum, canções como Magnificent, que remete para o Magnificat (o hino colocado na boca da mãe de Jesus, enaltecendo a presença de Deus e condenando os poderosos e os soberbos) ou Unknown Caller, onde este desconhecido que chama é o Deus que salva, fecham um círculo perfeito: a religiosidade omnipresente dos primeiros trabalhos – como BoyOctober (1981), War (1983), mas também The Unforgettable Fire (1984), The Joshua Tree (1987) e Rattle and Hum(1988) – antecipa a entrada na última década do milénio, no regresso a uma Europa em que a queda do muro de Berlim abre novas esperanças e dúvidas insistentes. Achtung Baby (1991) e Zooropa (1993) são essa nova Europa onde se perde a fé. E Bono canta essa fé perdida.


No prefácio ao livro de Morandi, Davide Sapienza pergunta: “Quem imagina o quanto seria uncoool ser fã de um grupo que nas canções e entrevistas falava de Deus, citava a Bíblia, concluía os concertos com uma (esplêndida) canção inspirada num salmo, e que era publicamente caracterizado, por um líder sem pelos na língua, como uma intenção de condenar as ideologias e falar sobre pontes a serem construídas para ligar as margens opostas de um longo e doloroso pós-guerra?”
Em The First Time, canção de Zooropa, Morandi reflete sobre como Bono “se entrega”, confessando “ter perdido a bússola e os mapas, a razão e a religião, os limites e as fronteiras”, a partir da parábola do filho pródigo. As referências bíblicas, que se fazem notar em todos os álbuns dos U2, traduzem-se em passagens dos textos de Bono: “Gave me the keys to his kingdom coming”, canta ele em The First Time, numa remissão para o evangelho segundo Mateus (16, 19). Ou “He said ‘I have many mansions/And there are many rooms to see’”, que nos remete para São João (14, 2).
Gaetano Vallini nota que Morandi nos apresenta Pop (1997), disco em que os U2 se abalançam a linguagens mais dançantes, como um álbum “cheio de discussões com Deus”, à procura da estrada perdida, mas difícil de encontrar. “Deus desligou o telefone”, canta Bono em If God Will Send His Angels
Também o díptico recente de Songs of Innocence Songs of Experience nos aproxima desta espiritualidade, até pelo grafismo: a capa do disco de 2014 é uma foto de um pai e do filho (na realidade, Larry e o seu filho), transmitindo a relação única entre progenitor e criança; e a mais recente revela-nos dois adolescentes (filhos de Bono e The Edge), de mãos dadas, ela com capacete militar. Estes dois álbuns são inspirados no livro de poemas Songs of Innocence and Experience, do místico e poeta inglês do século XVIII, William Blake. E Bono seguiu o conselho de um outro poeta irlandês que lhe disse para escrever “como se estivesse morto”.


Muitos podem estranhar esta “forte religiosidade”, nota L’Osservatore Romano, “numa estrela de rock do calibre de Bono e num grupo tão conhecido e comprometido”. “Mas as músicas estão lá para o provar.”
Exemplos mais ou menos óbvios: Gloria, de OctoberGrace, de All That You Can’t Leave Behind (2000), Yahweh, que remete para o nome hebraico de Deus, “Eu Sou Aquele Que Sou”, em How To Dismantle An Atomic Bomb (2004); ou Cedars Of Lebanon, de No Line On The Horizon. Ou ainda 40, de War, cujo texto bebe o título, a inspiração e frases no Salmo 40, completadas com uma linha que, ao longo destes 35 anos, milhares e milhares de fãs repetiram nas mais de 400 vezes que a canção já foi interpretada ao vivo: “How long (to sing this song)” – por quanto tempo teremos que cantar esta música? – e que Bono encontrou no Salmo 6.
“Deus está interessado numa arte honesta e não em publicidade”, como já defendeu o vocalista dos U2que encontra nos salmos uma fonte de inspiração para a sua escrita. Para aqueles que não creem, Bono aponta o Salmo 82 como um “bom começo”: “Defende os direitos dos pobres e dos órfãos. Que devemos ser justos para os necessitados e sem esperança. E salva-os do poder de pessoas más. Isto não é caridade, é justiça.”
Foi este mesmo sentido de justiça que levou Bono a empenhar-se nas campanhas que, antes do ano 2000, defenderam o perdão da colossal dívida externa dos países mais pobres, o que o levou a encontrar-se várias vezes com o Papa João Paulo II, que pugnava pela mesma causa. 


E é ainda este mesmo sentido de justiça que fez Bono decidir desfraldar uma bandeira da União Europeia no final dos concertos. E que leva Bonono arranque da digressão europeiaque agora chega a Lisboa, a defender uma Europa que deve ser sentida, pelas suas “múltiplas afinidades” e “identidades estratificadas”: “Ser irlandês e europeu, ser alemão e europeu, sem que se excluam mutuamente. A palavra patriotismo foi-nos roubada pelos nacionalistas e radicais que exigem a uniformidade. Mas os verdadeiros patriotas procuram a união acima da homogeneidade. Reafirmar isso é, para mim, o verdadeiro projeto europeu.”

(Os textos de todos os poemas das músicas dos U2 podem ser lidos aquiprocurando em cada álbum)



Bono: «Eu só vou onde há vida, sabe? Onde sinto o Espírito Santo. Se é na parte de trás de uma catedral católica romana, na quietude e no incenso, que sugerem o mistério de Deus, da presença de Deus, ou nas luzes cintilantes de uma tenda revivalista, eu apenas vou onde encontro a vida. Não olho para a denominação».

“Sou um músico ‘escrevinhador’, fumador de charutos, bebedor de vinho, leitor da Bíblia.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

livro crianças_merci perceval le chien


Merci, Perceval

D'après Jigmé Khyentsé Nuden Dorjé

Ecrit et illustré par Sally Devorsine, 

 adaptation française Anne Tardy



Que se passe-t-il si tu ne prends pas le temps d’éduquer ton nouveau chiot ?
Cela peut aller mal.

Que se passe-t-il si tu ne prends pas le temps d’entrainer ton propre esprit ?
Cela peut aller encore plus mal.

Voici l’histoire de Perceval et de son éducation.
Cette histoire te raconte aussi comment tu peux entrainer ton propre esprit.


Album illustré en couleurs,  relié, 48 pages.
Format 24 X 32 cm
16 €
http://www.padmakara.com/fr/editions-padmakara/262-merci-perceval-9782370411174.html

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

livro : comer cru

  07-2018 muitas receitas para o verão e pequeno almoço. 

Neste livro as receitas são maioritariamente cruas, ou seja, os alimentos estão no seu estado mais natural, logo não perdem as suas qualidades nutritivas, são de digestão fácil, não têm glúten, açúcares refinados, ingredientes artificiais e aditivos químicos. E principalmente são cheias de cor, e têm muita pinta!

Inês Simas é autora do blogue de comida saudável «Cru com Pinta» e proprietária do restaurante A Carpacceria, Mercado de Campo de Ourique, em Lisboa, inaugurado em janeiro de 2014.

sábado, 18 de agosto de 2018

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

victor hugo, Les Misérables

"Il n’y a qu’une manière de refuser Demain, c’est de mourir."

victor hugo, Les Misérables, tome IV, chapitre 4 : Les deux devoirs, veiller et espérer.
1862, Édition libre Bibebook - https://www.bibebook.com

livro: ficheiros secretos à portuguesa

08-2018
Sinopse
Há ficheiros que não são do conhecimento público, mas que existem, Neles estão descritos ao pormenor "encontros imediatos" no mar, no ar e em terra, Fenómenos "impossíveis" que continuam à espera de uma explicação…,

Conhece o estranho caso dos relógios parados em Santa Maria?
Do charuto voador visto na Praia da Vitória?
Os dossiers sobre as estranhas luzes verdes que rondaram um C-124 da Força Aérea, ou sobre o engenho visivelmente visto na base das Lajes ou de uma nuvem bizarra seguida pelos radares?
Sabia que em 2004 houve um intruso aéreo nos radares civis e militares?
Neste livro revelador Joaquim Fernandes autor de Portugal Insólito recolhe uma série de histórias surpreendentes e casos até hoje desconhecidos, no todo ou em parte, revelados através dos seus protagonistas e de documentação oficial inédita.
Críticas
«Este livro é um verdadeiro compêndio de toda a fenomenologia relacionada com o avistamento de objetos voadores não identificados, no Continente e Regiões Autónomas, desde os primórdios do fim da II Guerra Mundial até hoje, As entidades estatais e militares têm o dever de prestar a devida verdadeira informação ao público, mas esta é sempre tendente a ser distorcida ou camuflada, por vezes com artifícios inaceitáveis» Tomas George Conceição Silva, General Piloto-aviador Ex-chefe do Estado Maior da Força Aérea Portuguesa in Prefácio

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

71 anos da independência da Índia no jardim vasco da gama, em belém, lisboa

 15 de agosto de 1947 foi concedida a independência da índia tendo como heróis Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nerhu.

DALAI LAMA: "Nos filmes indianos, a maioria das vezes assistimos ao desenvolvimento de uma história de amor, que encontra uma violenta oposição, mas no fim as pessoas de bom coração reúnem-se e são recompensadas, e os maus da fita são castigados."






 “Pela primeira vez em Portugal vamos celebrar a nossa independência junto dos portugueses e dos turistas estrangeiros que visitam Portugal nesta altura do ano”, anunciou a embaixadora Nandini Singla, em entrevista à Lusa.
A diplomata indiana manifestou ainda a vontade de “trazer até aos portugueses o gosto, as fragrâncias e as cores da Índia”.
“Queremos também mostrar aquilo que é único na Índia e tudo aquilo que tem para oferecer ao mundo”, explicou, sobre a iniciativa.
O evento, organizado pela Embaixada da Índia, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia de Belém, terá lugar no Jardim Vasco da Gama em Belém, entre as 11:00 e as 20:00.
Nandini Singla referiu que, pela primeira vez, a celebração é aberta ao público, já que em anos anteriores decorria em contextos mais privados.

Danças clássicas indianas, música ao vivo, como ‘bhangra’, aulas de dança de Bollywood, caligrafia indiana, arte rangoli, ‘como vestir um saree’ (veste típica), massagem ‘ayurvédica’ e pinturas de ‘henna’ são algumas das atividades previstas.

Também a comida indiana estará em destaque neste festival, indicou Nandini Singla.
“Vamos trazer uma grande variedade de comida indiana. Na Índia temos milhares de cozinhas;não são centenas, são literalmente milhares, e queremos tentar dar uma noção da diversidade que a comida indiana tem”, salientou.
As ligações históricas entre Portugal e Goa não foram esquecidas pela organização desta festividade, que disponibilizará para prova vários pratos goeses.
“Teremos também comida de Goa, aquela que é a grande conexão entre Portugal e a Índia, e sabemos que os portugueses adoram a comida goesa, como é o caso de ‘chacuti’, um prato feito com leite de coco”, referiu a embaixadora indiana.
O yoga promete ser outro dos atrativos desde evento, que, segundo Singla, conta já com vários entusiastas confirmados: “Esperamos cerca de 100 pessoas para a demonstração de yoga. Temos muitos interessados. As pessoas querem aprender yoga e nós teremos os melhores professores nesta sessão, que é totalmente gratuita”, disse.

livro:dora brude de mondiano


"Poucos antes do meu nascimento, outros tinham absorvido todas as dores familiares, para nos pouparem sofrimentos e não permitirem senão pequenos desgostos." 

em  dora brude_ livro de Patrick Modiano (1945- prémio Nobel da literatura em 2014) ed.asa, pág.84

sábado, 11 de agosto de 2018

BD_ UNE VIE AVEC ALEXANDRA DAVID-NEEL








https://www.angle.fr/bd-une-vie-avec-alexandra-david-neel-tome-1-9782818935224.html

1959. La jeune Marie-Madeleine entre au service d’une vieille femme despotique : Alexandra David-Néel, exploratrice, philosophe, écrivain, qui fut, au début du siècle, la première femme blanche à entrer au Tibet. Dans la villa de Digne où s’entassent les souvenirs de 14 années passées en Asie, Marie-Madeleine se retrouve plongée dans la vie exceptionnelle de l’aventurière.
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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

livro_os ricos

05-2018 «Durante muito tempo, pensei que nada existia no mundo para além da tribo que, ainda criança, conhecera em Cascais. Alguns dos meus amigos tinham antepassados que provinham da aristocracia de corte, coisa que, na altura, ignorava. Muitos teriam pais mais ricos do que os meus, mas nunca reparei em tal facto. As festas que davam eram tão comedidas quanto as suas indumentárias. A ostentação era tida como uma possidoneira de quem havia adquirido dinheiro recentemente. Só tarde percebi que o meu estatuto era o de uma híbrida social: pertencia e não pertencia ao "grupo".

Isto, que me podia ter feito sofrer, teve uma vantagem: a de poder olhar os ricos por dentro e por fora. Sem ressentimentos, nem ódios.» Depois de Os Pobres, Maria Filomena Mónica dá-nos Os Ricos, uma obra em que fala não só da origem das grandes fortunas nacionais, mas da mentalidade e dos costumes do grupo social que deu origem ao título deste livro. Para o escrever, recorreu a memórias, diários e entrevistas. A galeria de personagens vai desde os fidalgos antigos como o 1.º duque de Palmela, o 1.º e 2.º condes de Vila Real e os 3.os condes de Rio Maior até aos capitães da indústria do séc. XX, Alfredo da Silva, Jorge de Mello, António Champalimaud, Américo Amorim e Belmiro de Azevedo, passando pelos milionários do liberalismo, Eugénio de Almeida, D.ª Antónia Ferreira, José do Canto e o conde de Burnay. Através destas biografias ficamos a conhecer melhor a História de Portugal.

Muitos outros livros da autora são boas leituras, com excepção do livro sobre a morte, em que a autora se perde e pouco acrescenta a quem têm uma crença espiritual. link

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

livro o nome da rosa:Umberto Eco

Moradas de Deus: Umberto Eco: Mais do que O Nome da Rosa O presidente do Conselho Pontifício da Cultura considera que o traço mais distintivo do escritor e pensador italiano Umberto Eco, que morreu esta sexta-feira *, aos 84 anos, em Milão, foi a «curiosidade».

Eco era uma pessoa «convicta da complexidade do real e queria sempre olhar para lá das próprias fronteiras», afirmou Gianfranco Ravasi em entrevista publicada este domingo no jornal "Avvenire", diário da Igreja católica em Itália.

Ravasi sublinha que as raízes etimológicas do termo "curiosidade" apontam para o «cuidado, paixão, preocupação com alguma coisa: não é simplesmente andar às voltas da realidade como uma borboleta, mas também procura de envolvimento».

O cardeal recorda que Umberto Eco «tinha uma verdadeira paixão pelos estudos bíblicos, ainda que dissesse que nunca os tinha podido praticar» e sabia-se como não compreendia o motivo por que os alunos das escolas deveriam «saber tudo dos deuses homéricos e quase nada de Moisés, tudo da Divina Comédia e não do Cântico dos Cânticos e doutros textos bíblicos».

«Estando a par da minha prática exegética, estava sempre pronto a dialogar comigo; entre os textos que mais o fascinavam destacava por exemplo o Qohélet [Eclesiastes]», acrescentou.

Além da Bíblia, a amizade entre Ravasi e Eco centrava-se também na «literatura medieval», que recorda o romance "O nome da rosa", a que acrescenta a «paixão» por S. Tomás de Aquino, cuja estética esteve na base da sua formação universitária.

«Recordo a sua emoção quando lhe mostrei um texto autógrafo do santo, escrito com uma grafia quase incompreensível, obscura, nos antípodas da sua lucidez lógica», lembrou Ravasi, que dirigiu uma das mais importantes bibliotecas cristãs do mundo, a Ambrosiana, em Milão.

O amor comum ao livro completava a convergência de interesses entre ambos, relatou o cardeal, lembrando que a Biblioteca Ambrosiana «fascinava tanto» Umberto Eco, que ele a frequentava «quando estava fechada, para poder andar entre as salas em liberdade».

O prelado sublinhou também que a «experiência religiosa juvenil» de Umberto Eco foi «uma matriz que nunca quis esquecer, não obstante o seu espírito profundamente laico; havia nele o desejo de ver como se poderia viver a experiência de fé sem renunciar a toda a curiosidade cultural. Sempre com grande respeito pelos temas teológicos e de espiritualidade».

Também no domingo, o jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", realçou a «grande, inexausta paixão pelo conhecimento» que marcou a «vastíssima e multiforme produção literária» do autor.

Umberto Eco caracterizou-se por um «desejo voraz, incessante, bulímico de conhecer, ler, aprofundar», escreve Silvia Guidi, acrescentando que a fixação em S. Tomás de Aquino continuaria após o doutoramento, ao estudar «com a mesma paixão e o mesmo empenho o significado de "integritas", "consonantia" e "claritas" no pensamento do "Doutor Angélico".

Da atração do autor pelos «florilégios e pastiches mais ou menos mascarados (e mais ou menos assinalados explicitamente nas notas de rodapé) nasce o celebérrimo romance "O nome da rosa", uma centena de textos medievais traduzidos, reelaborados e voltados a juntar em torno a um cativante drama negro que foi um "best seller" traduzido em todo o mundo».

Para a autora, «o grande brilho intelectual» do «inventor da semiótica» tem, todavia, um lado sombrio, quando repetia que «tudo é falsificável», que «os instrumentos da comunicação servem só para mentir e a própria vida é um jogo sem importância», posição «aparentemente descontraída e irónica, mas talvez imbuída pela amargura».

Depois de referir que nem toda a «imensa» bibliografia do professor é assinalada de sucessos, o artigo recorda que a militância católica de Umberto Eco nos anos juvenis se foi desvanecendo com o tempo, e termina com uma citação apropriada para esta hora, em que «a sua vida terrena se concluiu».

«Se um dia chegar ao paraíso e puder encontrar Deus, tenho duas possibilidades. Se é aquele vingativo do Antigo Testamento, volto as costas e vou para o inferno. Se, em vez disso, é aquele do Novo Testamento, então lemos os mesmos livros e falamos a mesma língua. Entender-nos-emos.»

Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.Esta nova tradução portuguesa de O Nome da Rosa é a primeira edição mundial da versão revista pelo autor.Umberto Eco nasceu a 5 de Janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.link

sábado, 4 de agosto de 2018

livros de Luís Portela (Bial)

Luís Portela nasceu em 1951 no Porto, onde se licenciou em Medicina. Exerceu atividade clínica apenas durante três anos e foi durante seis docente universitário. Aos vinte e um anos iniciou a sua atividade empresarial e aos vinte e sete assumiu a presidência daquele que entretanto se tornou um dos maiores grupos farmacêuticos ibéricos - a Bial. Em 1994, criou a Fundação Bial, que além de conceder Bolsas de Investigação Científica, atribui um dos maiores prémios europeus na área da Saúde. Luís Portela é Comendador da Ordem do Mérito, de que mais tarde veio a receber a Grã-Cruz. É também Professor Honorário da Universidade de Cádiz, em Espanha. Em 1998, foi distinguido com o Prémio de Neurociências da Louisiana State University, nos EUA. Colabora regularmente na comunicação social, tendo publicado anteriormente, quatro livros: Para Além da Evolução Tecnológica, À Janela da Vida, Esvoaçando e Serenamente, Da Ciência ao Amor.

 citações:
"Tenho um enorme apreço por Jesus Cristo, por Buda, por Lao Tsé. Mas custa-me imenso que alguns ditos seguidores divulguem a sua mensagem em altares dourados, em edifícios profundamente ornamentados, com uma “mise-en-scène” enorme. Para mim, Jesus era o mais simples dos simples e não precisava de templos para divulgar a sua mensagem. Esse é o Jesus que eu admito. Custa-me que a sua imagem seja explorada de uma forma que não me parece apropriada. O caminho da verdade é um caminho de simplicidade, de transparência, de entrega, de dádiva."

No seu mais recente livro “Da Ciência ao amor – pelo esclarecimento espiritual” diz que entre a Ciência e a fé escolhe o caminho do meio. Que caminho é esse?
"Os chamados mistérios são explicáveis mais cedo ou mais tarde. A história da Humanidade demonstra isso: situações que não eram claras e que, por força da investigação científica, foram descobertas. Respeito a posição de fé, mas faz falta investigar sob o ponto de vista científico os fenómenos parapsicológicos que estão descritos desde a Antiguidade."

"Na Universidade de Virgínia, Ian Stevenson criou uma equipa para estudar o fenómeno das supostas vidas passadas em crianças. Em 68% dos três mil casos estudados ficou demonstrado que existiu."
"A mensagem essencial dos chamados mestres espirituais é muito próxima de uns para os outros."
"Não me considero religioso porque não sinto necessidade de ter determinadas práticas. Tenho um enorme prazer em me considerar um livre-pensador, em pensar pela minha cabeça, em não assumir uma posição fanática em relação a isto ou aquilo. Agora, tenho um enorme respeito por todos esses mestres. Quem leu o “O Livro do caminho perfeito”, do Lao Tsé, é das coisas mais bonitas que se pode sentir, tem tanta sabedoria. Não me importo se alguém disser “Você é taoista.” Mas tenho pelo Buda também uma grande admiração, acho que ele teve uma postura fantástica, de dádiva, de entrega. Se alguém disser “Você é budista”, sim, eu bebi muito dos ensinamentos que o budismo transmite."

"acredito num Jesus que é eventualmente o melhor de nós todos. Jesus foi um ser extraordinário. Que nos deixou um exemplo de conduta e uma mensagem de lucidez, esclarecedora sob o ponto de vista espiritual, fantástica. Não tendo eu um aparelho para medir, talvez seja o melhor de nós todos. Pois bem. E se alguém me disser “Você é cristão”, eu até me sinto elogiado. Porquê? Porque se eu for capaz de seguir o exemplo fantástico que Jesus nos deixou sentir-me-ia muito bem comigo próprio."

"Foi para mim um espanto quando o professor Nuno Grande me disse que, se calhar, faria sentido apoiar a Psicofisiologia e a Parapsicologia. “Então você é que é o homem da ideia disto, você é que vai pôr o dinheiro, é razoável que seja a área onde você trabalhou e que toda a gente sabe que você gosta”, dizia ele. Foi bonito. Mais bonito foi depois eu ter pensado apoiar dez ou 12 investigadores e até agora a Fundação ter apoiado 1 351 investigadores vindos de 25 países."

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

sopa verão_ Gaspacho alentejano

Gaspacho alentejano

1. junte o alho e pise num almofariz juntamente com o sal e a polpa de um tomate até obter uma pasta líquida.
2. Deite a pasta na tigela onde vai servir o gaspacho, regue com 1 colher de azeite, e polvilhe com orégãos.
3. Lave o pimento e tire-lhe as sementes e a película branca. Corte-o em cubos pequenos.
4. Lave o pepino, corte-o também em cubos e deite na mesma tigela. Acrescente a água bem fria (ou gelada).
5. Corte o pão alentejano em fatias finas, esfarelando algum no gaspacho e polvilhe com coentros frescos e um pouco de pimenta. Sirva com o restante pão e as azeitonas.

ler_Paris Match N° 3612 - du 02 août au 08 août 2018

artigo sobre Comporta : le paradis caché des stars Chic et donc invisible. Au bout du bout de l’Europe, à une heure de Lisbonne, les célébrités fuient leurs fans en se réfugiant sous des toits de chaume, dans un pays de rizières. Ici, Ni yacht ni piscine à débordement…

livro_Chegar Novo a Velho

11-2015 Manuel Pinto Coelho explica como chegar novo a velho, como ter mais e melhor saúde, mais e melhor longevidade, sem recorrer a medicamentos. Um conjunto de procedimentos baratos, simples e de resultados surpreendentes que são completamente ignorados por força do lobby da indústria farmacêutica.