segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

emoções

Emoções destrutivas e como dominá-las - um diálogo cientifico com o Dalai Lama, organizado por Daniel Goleman Editora Temas e Debates, Lisboa Abril 2005 "O literalismo deve ser abolido quando se procura a verdade de um texto" disse um dia João Lobo Antunes. E realmente ao ler este livro, um dialogo cientifico dirigido por Daniel Goleman entre o Dalai Lama, Mathieu Ricard - monge do Budismo tibetano que tem visitado e publicado regularmente em Portugal - um monge Theravada, 4 psicólogos em diferentes áreas de investigação experimental, um neurobiologista, e um professor de budismo, organizado pelo Instituto da Mente e da Vida ( http://www.mindandlife.org/) sediado nos Estado Unidos, procuramos não a letra mas o sentido, a ressonância interna. E o que partilhamos nós, psicólogos ou investigadores ou simples seres com o Dalai Lama? "A solução para os dilemas humanos enfrentados por todos" (p.312). Este livro tenta ser útil a nós mesmos e aos outros. Mas o que é uma emoção destrutiva? A definição dado pelos autores é das mais simples: é aquela que prejudica o próprio ou os outros. O principal é reconhece-las para as poder superar e fazer surgir uma atitude de emergência, o desejo de se libertar dos problemas que são a fonte do sofrimento. Ao encontrar sentido às nossas emoções, ir em frente, lutar pela vida, com vida - amadurecendo como seres humanos neste novo milénio. Uns procurarão a terapia tradicional Ocidental, outros a meditação que é explorada neste texto como uma possível via que conduz á paz de espirito e á serenidade. Logo no cap. 1 são descritas as experiências sobre a influência da emoção no cérebro, e as pessoas que praticam a meditação há vários anos, estão acima da media, nas experiências realizadas. Mas para os mais cépticos os benefícios da meditação regular, são descritos cientificamente, como por exemplo, a libertação do stress, uma maior intuição, o que leva a que as pessoas que praticam a meditação realizem melhor as suas tarefas. Lembramos que só em 1999 se pensou em elaborar este tipo de estudos e a neurociência afectiva começou a ter o seu lugar nas ciências. As emoções benéficas não são esquecidas, e nelas se inclui a fé, a auto confiança, a leveza ou flexibilidade de espirito, a plena atenção e a sabedoria. ( p.207). Outro ponto muito importante é não sentir ódio, nem violência, pois só assim nos perdoamos e perdoando, avançamos. A importância cerebral é descrita e prova-se que as emoções englobam todo o cérebro e que este se modifica em relação com a experiência e o ambiente emocional que nos envolve, e ainda mais importante, novos neurónios são criados durante todo a vida, o que até agora era desconhecido. O potencial de mudança de um ser humano está no físico e no emocional. E as conclusões? Bom cada participante comprometeu-se a aplicar o que tinha aprendido e inclusive ouve programas criados nos Estados Unidos baseados nestes estudos e que podem servir de exemplo aos professores. Acentuar as emoções positivas ajuda a criar melhores seres humanos. (p.431). Todos os endereços úteis estão no fim do livro.
Chego ao fim do livro, sem pressa, sei que actualizei a minha manta de patchwork - tout compris.

domingo, 16 de dezembro de 2007

somebody


"When we have a business deal with somebody, we should not think in terms of cutting his throat, but we should have good faith in that particular person and a sense of tenderness toward him. ...On the whole, we should regard money as mother's milk: it nourishes us and it nourishes others. ...So we should respect it, like mother's milk. But at the same time, mother's milk can be given away to others, and we can produce more mother's milk. So we shouldn't hang onto it too tightly."
 
o mestre tibetano Chogyam Trungpa, 1981

sábado, 8 de dezembro de 2007

this life

I do not know why we met, or why we communicate. I do not think there needs to be a reason. I could write like this to you forever, but when I point at the moon, I do not intend that you look only at my finger. Although it seems that I have used many words, I have actually used only two words.

This life.