segunda-feira, 31 de março de 2008

chagdud tulku - mantras pelo tibete

Nos anos 50 muitos Mestres tibetanos faziam muitas cerimónias religiosas para o maior numero de pessoas por exemplo Chagdud Tulku relata-nos isso na sua biografia "o senhor da dança"
“No lado sul do Tsangpo encontrei uma pequena casa de retiro na encosta de uma montanha. Eu a reformei e aumentei antes da chegada de Kenpo Dordje, depois fiz um niung-ne de dezesseis dias, uma prática que requer total jejum, incluindo não beber líqüidos, um dia sim, um dia não.
Antes de deixar Lhasa sugeri a Kenpo Dordje que uma boa maneira de aproveitar meu tempo em Kongpo seria fazer um retiro. A isso ele respondeu: “Não é o momento para fazer retiro. Agora você precisa ensinar, pois são os ensinamentos do Buda que mais irão beneficiar as pessoas nos tempos difíceis que estão por vir.” Pensando nisso, comecei a sair de minha casa de retiro para ensinar, dar iniciações e fazer cerimônias.
Com a aproximação do inverno, outro lama, Kham Uang Tulku, e eu fizemos um druptchen de Vajrakilaia, ou prática da “grande realização”. A deidade de meditação, Vajrakilaia, é uma expressão irada de compaixão e sabedoria. O praticante adota a atitude invencível de Vajrakilaia e usa as habilidades da meditação e do ritual para purificar completamente os venenos da ira, apego, ignorância, inveja e orgulho. Quando esses venenos internos são removidos, seus reflexos externos, que surgem como inimigos, doenças e circunstâncias ruins da existência ordinária, também são removidos.
Naquele momento, quando os tibetanos estavam sendo confrontados pelo exército chinês, os que de nós eram lamas precisavam levar os métodos de purificação ao maior número de pessoas possível. Não tínhamos esperança de que os conflitos violentos que varriam o Tibete Oriental e assolavam Lhasa pudessem agora ser evitados em Kongpo por meio de cerimônias religiosas, não importa quão poderosas. Em vez disso, esperávamos que, para as pessoas que participavam dessas cerimônias, as condições cármicas para vivenciar a violência pudessem ser purificadas. Esperávamos que pudessem ser capazes de lidar habilmente com as forças hostis da guerra, sem fazer surgir o ódio. Esperávamos que a virtude gerada nas cerimônias as protegesse, mas, se viesse a morte, que elas pudessem encontrar liberação.
Kenpo Dordje chegou de Lhasa depois da cerimônia de Vajrakilaia e ficou comigo, em minha casa de retiro, pelos seis meses seguintes. Os primeiros dezoitos meses em Kongpo foram profundamente gratificantes. Foi um tempo em que pude servir às pessoas e a meu venerável lama, e foi, naquela região, um tempo de paz relativa e de integridade cultural e religiosa.Na primavera, Kham Uang Tulku, três outros lamas e eu organizamos um druptchen de Guru Rinpoche ao qual compareceram centenas de pessoas. Juntos recitamos dez milhões de mantras de Guru Rinpoche. Apesar de não ter ficado claro na época, essa longa cerimônia marcou um momento decisivo para mim e para os outros quatro lamas. Os chineses temiam nossa habilidade de reunir tantas pessoas. Não acreditavam que nossa motivação fosse puramente religiosa, e tinham a paranóia de que pudéssemos nos organizar politicamente ou criar uma resistência militar. Não reagiram paranoicamente de imediato, mas, quando o fizeram, os outros lamas e eu tivemos que sair como raposas fugindo de caçadores. ” (p. 137-139) da ed. brasileira, em edição inglesa: "Lord of the dance" (p.130.131) padma publishing
Hoje também se reza pela paz - neste post do blog testemunho de monjes tibetanos.

pasteis de belém

pastéis de belém no post deste blog

sábado, 29 de março de 2008

news

Canada Free Press[Friday, March 21, 2008 10:20]

"the Chinese prime minister has now said he is prepared to hold talks with the Dalai Lama. Just before this announcement, Britain's Prime Minister Gordon Brown declared he would meet the Dalai Lama, who is to visit London next month. This is the first time either leader has proposed to meet the Dalai Lama." Tenzin Wangmo(Ms.)
And Jetsunma's MySpace page has been getting some interesting traffic lately - namely, European DJs interested in playing Ellinwood Ranch Blues. So far we have had requests from France, Germany, and Portugal.

quarta-feira, 26 de março de 2008

bio do Dalai Lama

Biografia da primeira vista do Dalai Lama a Portugal

S.S. Dalai Lama nasceu a 6 de julho de 1935 (5º dia do 5º mês do ano de Javali de madeira, do calendário tibetano), numa pequena aldeia tibetana. Os seus pais eram simples agricultores.
Foi reconhecido como Dalai Lama aos 2 anos de idade, partindo para Lassa em 1939 com toda a sua família. No inverno de 1940 é oficialmente nomeado líder espiritual dos Tibetanos. No Templo de Jokhang foi-lhe cortado o cabelo e vestido o manto monástico, tendo tomado votos como noviço. A sua aprendizagem formal foi inteiramente religiosa e de carácter espiritual.
Sendo um firme defensor do pluralismo religioso, estudou também as principais obras das outras tradições budistas. Costuma afirmar que é um simples monge budista ou que a sua verdadeira religião é a bondade.Foi em Lassa que teve os primeiros contactos com a cultura ocidental guiando os três carros importados pelo XIII Dalai Lama, fazendo instalar um projector de cinema no Potala, onde via filmes de Tarzan e conversava longamente com Heinrich Harrer. Em 1950 o regime chinês da época invade o Tibete. Durante nove anos, os tibetanos lutaram pacificamente para manterem a sua identidade sem nenhum resultado.
1959 - Vendo que a própria sobrevivência do budismo tibetano estava em perigo se continuasse no Tibete, S.S. Dalai Lama deixa o seu país natal, refugiando-se na Índia (Dharamsala), país onde o budismo nasceu. Na Índia encontra-se com Nehru e, tal como Ghandi, defende sempre a não violência afirmando:
“Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo santo e líder Mahatma Gandhi”

A partir daí, tal como Tulku Pema Wangyal Rinpoché, tão bem expressa:
”O Dalai Lama torna-se no símbolo da luta dramática pela sobrevivência do Tibete enquanto nação”.

Líder espiritual de todas as escolas budistas tibetanas, é um factor de união e de construção da identidade cultural dos tibetanos no exílio (e que já nasceram fora do Tibete) e de muitos ocidentais que encontraram no budismo uma ferramenta espiritual. A actividade do Dalai Lama tem duas vertentes: uma é a preservação dos ensinamentos budistas de forma não sectária, promovendo o diálogo inter-religioso, e outra a conservação da cultura e identidade do povo tibetano em todos os seus aspectos.
1967. Visita pela primeira vez o estrangeiro, a Tailândia e o Japão. A partir daí percorre o mundo: encontra-se com o Papa João Paulo II, dá conferências em Harvard, ensina o budismo a muitas pessoas, entre elas artistas como Richard Gere.

O Ocidente reconhece finalmente a sua acção não violenta para preservar a cultura tibetana e a paz no mundo, com a atribuição do Prémio Nobel da Paz em 1989.

texto de conceição gomes

jogos olimpicos 2008

O percurso da chama olimpica sem paz. A propaganda ditatorial chinesa não tem fronteiras, é como uma pub que nos quer vender algo muito bom mas se revela um desaire no teste da realidade. o que me faz lembrar o que li num blog ----"All men are Greeks," as the syllogistic saying goes {*I've just been told this is a corruption of the original figure of speech, which went "All men are jerks}. Quando não fazem boas escolhas os seres humanos destroem-se a si e aos outros,só posso dsejar que até agosto boas escolhas sejam feitas, seja a nivel individual ou colectivo, ligados que estamos ao planeta terra que todos partilhamos. Ontem o jornal publico (P2) publicou uma entrevista na primera pessoa com um casal português que estava em Lassa. Alguns passos dessa entrevista: "o monje que nos deu uma mensagem ficou satisfeito quando soube que eramos portugueses, não sei porquê.", e termina dizendo: "A imagem que passa é que foi um rastilho de polvora acendido pelos tibetanos, e não foi." Quem o acendeu? E o que dizer deste relato de danielle mitterrand sobre o Dalai Lama no seu blog.

Lama Tsong khapa


O fim da vida do Lama Tsong Khapa -- Tibete séc. XIV - 1357-1419


Um bafo forte saía-lhe das narinas e depois entrava nele e o seu rosto emagrecia, mas assim que morreu o seu rosto voltou a ficar cheio. Então uma luz entrou no seu corpo e o seu aspecto era o de um jovem filho de deuses.
Em seguida, a sua carne encolheu e o corpo ficou do tamanho de um embrião no seu primeiro estádio. Nunca tal coisa se vira.
Em vida tinha rugas, que se foram atenuando até não serem mais do que uma linha da espessura de um cabelo e, por fim, desapareceram totalmente.
Transformou-se num morro de luz cujo brilho nenhuns olhos podiam suportar.
Uns achavam que essa luz era de um amarelo-avermelhado, outros, de um amarelo pálido, outros ainda achavam que tinha o tom do ouro em ebulição.
Os que estavam a assistir compreenderam: o nosso Protector deixou-nos, e afligiram-se.
Não há palavras para descrever tais prodígios, pensaram; vimos, realmente, o corpo de um Deus. E esta ideia consolou-os.
Nunca na história houve um relato da transformação de um homem num jovem Deus. Só uma vez é dito que um pandita indiano chamado Gahayadara, que passou para o além em Kharog, encolheu tanto que ficou do tamanho de um rapazinho e que a sua carne também se tornou fresca e rosada como a de uma criança; mas nunca se tinha ouvido que tal coisa tivesse acontecido a um lama tibetano.

in: “Rosa do Mundo – 2001 poemas para o futuro” , ed. Assirio e alvim,2ºedição, junho 2001

segunda-feira, 24 de março de 2008

Mensagem do Dalai Lama

Mensagem do Dalai Lama

"Por muita grande que seja a vossa veneração pelos mestres tibetanos e o vosso amor pelo povo tibetano, não falem mal dos chineses. As chamas do odio só podem ser apagadas pelo amor e se o fogo do ódio não se apagar é porque o amor não era ainda muito."

"However great your veneration for the Tibetan masters and your love for the Tibetan people, say nothing bad about the Chinese. The flames of hatred can only be extinguished by love and if the fire of hatred is not extinguished it is because love is not yet strong enough."

"Por grande que sea vuestra veneración por los Maestros tibetanos y vuestro amor por el pueblo tibetano, no digáis nada malo sobre los chinos. Las llamas del odio sólo pueden ser extinguidas por el amor y si el fuego del odio no se extingue es porque el amor no es aún lo suficientemente fuerte"

"Quelle que soit votre vénération pour les maîtres tibétains et votre amour pour le peuple tibétain,ne dites jamais de mal des Chinois. Le feu de la haine ne s'éteint que par l'amour et, si le feu de la haine ne s'éteint pas,c'est que l'amour n'est pas encore assez fort."

Sa Sainteté le XIVème Dalai Lama - 03/2008

old lamps/new lamps

When things are not to our liking, then instead of working with them, we just swap old lamps for new lamps and start wishing. This is observed to perfection in what passes for an interpersonal relationship in this society. If the "significant other" doesn't work out, we just say, "Oh, well... time to move on," and then we start and wishing with somebody else. The thing to understand, however, is that nothing is going to work out. Every meeting is destined to end in parting. Every hot obsession is destined to end in icy indifference.
It snows in the desert, don't you know? Sooner or later, the blush is always going to leave the rose.
So many questions when the feeling is gone. What will we take with us? What do we keep? What do we discard?

rezem pelo tibete



"Face a um problema, cada pessoa terá mais ou menos facilidade em geri-lo em função da sua atitude mental. Ou seja, é a perspectiva interior que faz toda a diferença."

Dalai lama.pt

sexta-feira, 21 de março de 2008

King Songtsen Gampo



nestes tempos conturbados é bom lembar este rei que casou com uma princesa chinesa que muito contribui para a divulgação do budismo.

"Many obstacles lay in Princess Wengchin's path as she headed to Yarlung. She had a vision of a gargantuan demoness who lay sprawled across the Himalayas, so large that one limb lay in Paro, Bhutan and another lay in Western Tibet. When she arrived in Yarlung, she shared her vision with her new husband. Recognizing the value of the treasures that his bride brought to him, as well as the importance of her vision, King Songtsen Gampo commissioned thirteen demoness-subjugating temples across the land, built over the demoness's vital organs, ankles, wrists, and torso, forever binding her from wreaking havoc. The Lhasa Jokang was built over her heart centre, and Wengchin's Buddha statue was placed inside, where it still resides. Other such temples are Trenduk Lhakhang in Tsetang and Paro Kyichu in Bhutan."

in http://www.khyentsefoundation.org/patronkingsV.html

eternidade efémera

a minha mão pousada na tua
o meu olhar no teu olhar -
eternidade

_ poema meu.


quarta-feira, 19 de março de 2008

Tibetan symbol for peace and harmony - a paz tibetana

"This image, called the “Four Harmonious Friends,” is taken from a very
popular Tibetan folktale. An elephant, monkey, rabbit and bird congregate at a fruit tree in their valley. The valley has been quite turbulent lately; there has been a lot of fighting, the crops aren’t growing and the inhabitants aren’t respecting each other. These four animals gather for a meeting to decide what can be done. They conclude that a peaceful, harmonious society is one that respects its elders. So, they set about determining who among them is eldest. The bird claims it dropped the seed where the tree is now growing. The rabbit claims it hopped around the sapling. The monkey claims it climbed on the tree when it was still small. The elephant admits to being the youngest, as it has only
known the tree at its maturity. From that moment on, the valley is peaceful as these “four harmonious friends” lead their society into prosperous times. This image is seen on a lot of Tibetan door curtains, monasteries, woodcarvings and on the walls of houses. It is the Tibetan symbol for peace and harmony."----no livro -Non violence In Tibetan Culture By Zach Larson -

segunda-feira, 17 de março de 2008

karmapa

foto ---Upon arriving at Mindrolling Monastery, HH Karmapa paid his respects to the great Nyingma hierarch by praying with the kudung of HH Mindroling Rinpoche

sábado, 15 de março de 2008

paranirvana Kudung of Kyabje Rinpoche


Great Teachers Pay Their Respects --HE Sechen Rabjam Rinpoche, HE Dzigar Kongtrul Rinpoche, HE Neten Chokling Rinpoche, HE Khyentse Yeshe Rinpoche, HE Drubpön Rinpoche, Dzatrul Rinpoche, Daktrul Rinpoche, Ogyen Tobgyal Rinpoche, Rigo Tulku Rinpoche, Gyari Rinpoche, Chödön Kalön, Garab Rinpoche, Dhagpo Rinpoche, Gyalse Rinpoche, Tertön Chungdrak Dorje Rinpoche, Khawang Tulku and Tulku Jigme Rinpoche.
A delegation from the Tibetan Parliament in Exile arrived to offer respects to the Kudung on behalf of the Tibetan Parliament in Exile. also - Dzongsar Khyentse Rinpoche Joins the Ceremonies more

medicina tibetana - tibet healing

Antigamente os seres viviam em paraísos[1] e de nada precisavam mas com a degenerescência apareceram as doenças que vêm dos três venenos ou emoções perturbadoras que são o apego, a cólera e a ignorância, que levam às perturbações dos três humores que controlam o nosso corpo: o vento-rlung, a bile-mKris-pa e a fleuma-Bad-kan.[2] Nalguns Tantras as disfunções da carne estão relacionadas com a ignorância, as disfunções dos ossos com a cólera e as disfunções do sangue com o apego. Factores externos podem provocar certas doenças físicas, por exemplo, seres não humanos como os devas (ou seres celestiais), os nagas (ou seres subterrâneos) e outros. Mas não são a causa principal das doenças, eles catalisam os disturbios humorais.
Tal como na acupuntura o diagnóstico pode ser feito pelo pulso. Os medicamentos tibetanos não são preparados mecanicamente mas são feitos com bondade, sendo consagrados com mantras, o que contribui para o sucesso do tratamento.
[1] Por exemplo, bastava um olhar para satisfazer o desejo sexual, depois já era preciso um contacto com as mãos e finalmente uma união física.
[2] Em tibetano o vento é rlung, a força vital, a mobilidade, que anima o corpo que governa os outros dois princípios, é o calor que transforma e mantém o corpo. Em tibetano bile é mKris-pa, a energia vital, o fogo que destrói e consome, não se limitando à bile segregada pelo fígado. Fleuma em tibetano é Bad-kan, literalmente mucos, o liquido representando a estabilidade e o peso, a força anabólica que zela pelo bom funcionamento do corpo.
texto - conceição gomes

notar bem: Cada pessoa deve encontrar o método que melhor lhe convêem.

Buda e lhasa/08




"On that momentous night when Buddha attained enlightenment, it is said that he went through several different stages of awakening. In the first, with his mind “collected and purified, without blemish, free of defilements, grown soft, workable, fixed and immovable,” he turned his attention to the recollection of his previous lives. This is what he tells us of that experience:
I remembered many, many former existences I had passed through: one, two births, three, four, five . . . fifty, one hundred . . . a hundred thousand, in various world-periods. I knew everything about these various births: where they had taken place, what my name had been, which family I had been born into, and what I had done. I lived through again the good and bad fortune of each life and my death in each life, and came to life again and again. In this way I recalled innumerable previous existences with their exact characteristic features and circumstances. This knowledge I gained in the first watch of the night."

terça-feira, 11 de março de 2008

interdependência - interdependent

Jigmé Khyentsé Rinpché -- "Para começar a compreender os mecanismos do karma e da interdependência, convém fazer a seguinte pergunta: quem percebe o mundo exterior? Aquele que quer ir até ao fundo das coisas deve trabalhar ao nível da interface onde se produz o impacto entre o mundo exterior e o espirito. Se não tivéssemos espirito, podia facilmente produzir-se um tremor de terra na Austrália que ser-nos-ia impossível de o conceber. O espirito serve de amplificador a todas as nossas percepções. É preciso que eu tenha visto, lido ou ouvido uma informação para que ela se torne real para mim, senão ela não existe.
O essencial quando falamos de karma e de interdependência – quer essas leis se apliquem ao mundo físico ou psíquico – não consiste tanto sem saber como elas funcionam mas o que elas representam para nós. Uma televisão que está à nossa frente, pode ter uma tecnologia muito avançada mas no que nos diz respeito, a lógica pratica desse aparelho resume-se a que podemos vê-lo, tocá-lo e ouvi-lo. Além disso, vemos o aparelho mas isso não quer dizer que o objecto físico se encontre nos nossos olhos, só a sua imagem se reflecte. A interface entre essa imagem e o nosso espirito é o elo onde se cria karma. Aliás, se o karma se encontra-se nos objectos, seria impossível de atingir a iluminação total como o Buda: teríamos que reduzir cada objecto, cada átomo do mundo exterior à vacuidade, e para isso não vejo outra solução que a bomba atómica... Como consequência, pouco importa a diferença entre o mundo físico e o mundo do espirito. Em que é que nos poderia ajudar conhecer os mecanismos subtis desta ou daquela máquina, mesmo se o próprio Buda nos viesse explicá-los? Tudo esta em saber como nós nos situamos em relação às diferenças situações. Acho os ensinamentos budistas essenciais pois eles são úteis e pragmáticos. Nunca encontraremos a resposta à pergunta “O que é a felicidade”, nas descobertas sobre a matéria, mesmo muito avançadas. Com feito, os factores de interdependência são infinitos. Não considerem a interdependência como uma entidade sobre a qual se pode atirar toda a responsabilidade. Saber como as coisas funcionam e porque (na origem) não é necessariamente útil, o que é útil é saber como podemos actuar em relação a elas. Pensar que compreendemos o funcionamento de um processo, muitas vezes, só faz aumentar o apego que lhe temos. É preciso mudar a nossa forma de ver as coisas, é essa a razão da história. Trata-se de trabalhar sobre o que liga o mundo das nossas percepções ao mundo exterior, trata-se de procurar o elo pratico, aquele que servirá a nossa demanda de felicidade e de liberdade. De que serve conhecer todas as leis da física, mesmo as mais subtis, se ficamos em pânico no momento da morte? O mesmo se passa com as nossas emoções: é preciso proteger aquelas que nos servem, abandonando aquelas que são um empecilho. A verdadeira função do ensinamento sobre os dozes elos interdependentes, que não creio ser útil pormenorizar aqui, é quebrar as fronteiras rígidas e habituais dos nossos processos mentais e afectivos. Nenhum processo tem necessidade de ser real e concreto para ser funcional. Mesmo ilusório, o importante é que possa auxiliar.
Reconhecer a interdependência ajuda muito aquele que deseja trabalhar sobre as emoções que lhe dão um problema e quer cultivar as emoções praticas. As emoções problemáticas, são aquelas que enfraquecem espirito e o tornam cada vez mais dependente de elementos exteriores.De facto, a interdependência diz muito simplesmente que nada existe de forma independente ou isolada. Aliás, nós sabemos muito bem que tudo está ligado: qualquer acção, qualquer estimulo, directo ou indirecto nos afecta. "

Check out this new site offering scientific information and buddhist inspiration as a response to global warming. It includes interviews with lamas, including Ringu Tulku Rinpoche, Dzigar Kongtrul Rinpoche and Ato Rinpoche, prayers of aspiration, and even video teachings. A great site. in http://interdependent.wordpress.com/

the title - o titulo

"This being so, someone with the keenest spiritual faculties will easily understand the entire meaning of a text from beginning to end just by seeing its title, like a skilled doctor checking the the pulse rate of a patient. For someone of middling spiritual capacity, the title indicates which category a text belongs to, rather like a military badge on a soldier’s uniform. For people of lesser spiritual capacity a title makes a text easier to find, just like a label on a bottle of medicine."
Khenchen Shenga - t. adam

segunda-feira, 10 de março de 2008

ética - ethical to environmental protection


"Tem havido uma crescente consciencialização a nível mundial sobre as questões do meio ambiente e um reconhecimento cada vez maior do facto de que nem os indivíduos nem as nações podem resolver sozinhos os seus problemas, que precisamos todos uns dos outros. " Dalai Lama no livro Ética para o novo milénio

10 March 1959/2008

"On the occasion of the 49th anniversary of the Tibetan people's peaceful uprising in Lhasa on 10 March 1959, I offer my prayers and pay tribute to those brave men and women of Tibet who have endured untold hardships and sacrificed their lives for the cause of the Tibetan people and express my solidarity with those Tibetans presently undergoing repression and ill-treatment. I also extend my-greetings to Tibetans in and outside Tibet, supporters of the Tibetan cause and all who cherish justice." - Dalai Lama
http://www.dalailama.com/page.70.htm

oração Kyabje Do Drubchen

a oração ao lado foi feita por Kyabje Do Drubchen para ultrapassar a diminuição das forças vitais.

"Quando os elementos são nossos inimigos e a energia da terra diminui,
Se os seres estão em perigo de sofrer de fome,
Sem hesitação e separação metal nós rezamos:
A Orgyen, rodeado das dakinis da prosperidade
Que sem nenhuma dúvida Ele pacifique a pobreza da sede e da fome,
Nós rezamos a Padmasambhava de Orgyen,
Dê-nos a bênção de espontaneamente realizar os nossos desejos." -

tr chodon - conceição

www.sogtsen.es

quinta-feira, 6 de março de 2008

a minha mente


The nature of mind is the background to the whole of life and death like the sky,
which enfolds the whole universe in its embrace.
- Sogyal Rinpoche

quarta-feira, 5 de março de 2008

free dharma books- livros do darma

Darma, is an old Tibetan way of transcribing the word dharma e pra os que gostam de ler é possivel ter livros do Lama Yeshe Wisdom Archives

A todos que lêem em inglês. O LYWA (Lama Yeshe Wisdom Archives)sob coordenação do Nick Ribush disponibiliza inúmeros livros do Lama Zopa Rinpoche e Lama Yeshe. A grande maioria é sem custos, como : - How Things exist : Teaching on emptiness - Lama Zopa- Making life meaningful - Lama Zopa- Ego, attachment and liberation - Lama Yeshe- Becoming your own Therapist / Make your mind an ocean - Lama Yeshe. Visitem : www.LamaYeshe.com

Em português encontram um livro de citações seleccionados por Renuka Singh a partir dos escritos, ensinamentos e entrevistas ocasionais de Sua Santidade o Dalai Lama Pensamentos esses que reflectem a sua espiritualidade e que divulgam uma mensagem de responsabilidade, compaixão e paz universais esperando-se que o leitor encontre inspiração para desenvolver a tão desejada paz de espírito, que é, sem dúvida, a chave para uma felicidade duradoura. "O caminho para a serenidade." na editorial presença.

a vitória da natureza