quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ir e voltar

"experiências de quase morte" ____há viver e morrer e ir e voltar___lembrei-me deste livro ao ler o blog "vida das coisas"_ traduzi um livro sobre o assunto em inglês_ gostei de ler em português relatos típicos e pessoas que todos conhecemos.ex: no blog da editora


"Dezenas de portugueses penetraram no “outro lado da vida” e narraram aos autores deste livro as suas impressionantes experiências de quase-morte.
 
Vivências transformadoras que nos suscitam a reflexão sobre o verdadeiro sentido da vida e a grande pergunta: que “portas” abrirá a morte à nossa consciência? Uma coisa é certa: em termos científicos, já não se pode afirmar que a mente e a consciência dependem do cérebro e do corpo físico para permanecerem vivas e em pleno funcionamento.
É necessário que a morte deixe de ser um tema tabu. Esta obra fala da morte com a mesma naturalidade da vida: como um continuum que não causa qualquer aflição ou pavor. Margarida Rebelo Pinto, Adalberto Alves, Fernando Dacosta, Isabel Wolmar e Maya, são algumas das personalidades portuguesas que passaram por uma experiência de quase-morte (EQM). Em entrevista aos autores deste livro, contam aquilo que viram, o que sentiram, e até, por vezes, o desejo de ficar do lado de lá.
Relatos Verídicos - Experiências de Quase-Morte recolhe mais de duas dezenas de testemunhos de quem passou por este tipo de experiências e analisa, com rigor científico, a possibilidade de que a mente e a consciência existam independentemente do corpo físico, do cérebro. Esta análise científica foi coordenada pelo professor Manuel Domingos, presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia, e teve o contributo do cardiologista holandês Pim van Lommel (cujo estudo sobre EQMs foi publicado na prestigiada revista de Medicina Lancet), para explicarem os pontos de vista e os limites da ciência, e darem a sua perspectiva, enquanto cientistas, sobre o fenómeno. De que forma a física quântica, os conceitos de Luz, de energia e de não-localidade podem ajudar a explicar as EQMs? O que vêem as pessoas que seja capaz de mudar para sempre a sua vida? Onde começa e onde termina o papel do cérebro? Estas e outras questões são respondidas em discurso indirecto e em entrevistas, numa linguagem simples, clara e acessível ao grande público.
A fechar o livro, um artigo do investigador Paulo Alexandre Loução vai às raízes históricas destas experiências e explora a sabedoria Antiga em relação ao tema da morte e da sua natural aceitação. Uma obra inédita que conjuga o lado humano, a ciência e a tradição de uma forma inovadora. Uma nova perspectiva de enfoque sobre o fenómeno natural a que chamamos morte.
 
“O nosso cérebro, é, na realidade, uma máquina fabulosa que consegue efectuar qualquer coisa como alguns muitos milhões de operações por segundo (…). Mas não tenhamos ilusões, (…) a essência do nosso ser não é apenas algo produzido por umas moléculas, por uns átomos.”
Manuel Domingos
(Presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia)
“O cérebro recebe a consciência, mas não a produz.”
Pim van Lommel (Cardiologista holandês, cientista de referência no estudo das EQMs que participa neste livro)
 

“Comecei a ver a minha vida como um filme a andar ao contrário. Comecei a lembrar-me de mil e uma coisas, mas num andamento extraordinariamente rápido, como se estivesse num túnel. Era um túnel aquático, mas era como se fosse um túnel luminoso. E estava num estado de extrema paz, como uma pessoa que está a adormecer. (…) A morte e a vida são como um cordel com duas pontas, uma está numa ponta e outra noutra ponta, mas o cordel é o mesmo.”
Adalberto Alves
 


“A certa altura, eu estava acima do meu corpo. (…) Comecei a ficar fascinado. Estava acima de mim próprio! Comecei a ver umas cores lindíssimas que eu não conhecia, com uma música muito suave e distinguia muito bem o som de sinos (…) Isso deu-me outra visão, tornou-me melhor pessoa e devo-o muito a essa experiência [de quase-morte]. Também me tirou essa história do medo da morte.”
Fernando Dacosta
 

“De repente, deixei de ver as pessoas, deixei de ver tudo e vejo um corredor, uma espécie de um túnel (…) que, ao princípio, era meio escuro, mas que lá dentro tinha uma luz muito, muito bonita. Vejo nessa luz a minha avó e o meu padrinho (…) Não tem nada a ver com sonhos. Sei que estive mesmo lá. Não me deixaram lá ficar e eu tenho muita pena. Muita pena. Não estava ainda no meu destino. Cada um tem a sua missão a cumprir.”
Isabel Wolmar
 

“Quando dei por mim, não estava a dormir. Estava a pairar por cima do meu próprio corpo. Estava a olhar para baixo e a ver o meu corpo lá em baixo, contorcido de dor e de sofrimento. (…) Há muitas coisas que não se vêem, que não se conseguem medir nem agarrar, mas sem as quais nós não sobreviveríamos. Eu acho que é uma questão de combinar a sensibilidade e o bom senso.”
Margarida Rebelo Pinto"


"sono, sonho e morte"

“Há um fenómeno chamado “regresso da morte” ou delok em tibetano. Lembrem-se do que vos contei sobre a experiência da mãe que pediu à filha para não tocar no seu corpo e que ficou imóvel durante uma semana, depois acordou e descreveu os lugares que tinha visitado enquanto estava imóvel. Isto pode ser visto como um fenómeno de regresso da morte. .... É uma questão que deixo aberta”.

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