quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Maria João Pires

Quantas vezes ao olhar a árvore esquecemos a floresta? Pois é, Portugal gosta(va?) de heróis mortos, e emigrantes.Os heróis vivos são vistos como um obstáculo à ascensão da mediocridade, do elogio barato, um obstáculo aos ditadores potenciais que não gostam da palavra "ser", nem da mensagem "façam algo agora"... claro, é para amanhã.....
Maria João Pires não teve muita sorte com o país em que nasceu. Sessenta anos de carreira (e que extraordinária carreira a sua) justificariam uma homenagem de âmbito nacional capaz de expressar a nossa gratidão por pisarmos o mesmo chão e respirarmos o mesmo ar......Talvez por efeito das minhas petições e do crédito que tenho no céu.Por tudo o que me fez ouvir e sentir, Maria João, obrigado. saramago no seu blog

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