segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

serpentes_imagem do dia

este post foi inspirado numa dica 

Antena 2 O que têm em comum J.S.Bach, o artista e gravador Escher e o matemático Göbel? 

aqui capitulo do livro de GÖDEL, ESCHER, BACH - LAÇOS ETERNOS --Douglas R. Hofstadter



sobre a tradução do livro diz: 
Podia escrever um livro curto — um panfleto? — só com as charadas divertidas, tontas e retorcidas que vieram a lume com a tradução de GEB, mas aqui vou mencionar apenas uma: como converter a expressão aparentemente simples «Sr. Tartaruga» em francês.
Na Primavera de 1983, quando Jacqueline Henry e Bob French, os tradutores da excelente edição francesa, começaram a trabalhar nos diálogos, chocaram logo de frente com o conflito entre o género feminino do nome francês tortue e a masculinidade da minha personagem Tartaruga. Devo, tristemente, mencionar que no maravilhoso, mas pouco conhecido, diálogo de Lewis Carrol a que fui buscar estas personagens deliciosas (o diálogo Invenção a duas vozes no GEB), se lido com cuidado, à Tartaruga não é atribuído qualquer género. Mas, quando o li pela primeira vez, a questão nem sequer me ocorreu. Esta era claramente uma tartaruga-ele. Caso contrário, teria sabido não apenas que ele era feminino como porquê. Afinal de contas, um autor só introduz uma personagem feminina por alguma razão especial, não é?  Enquanto uma personagem masculina num contexto «neutro» (por exemplo, filosofia) não necessita de qualquer raison d’être, uma feminina sim. E, assim, sem nenhuma pista sobre o sexo da Tartaruga, assumi sem pensar que se tratava de um macho. E desta maneira o sexismo invade silenciosamente os cérebros susceptíveis bem-intencionados.