quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Haveria então algum tipo de felicidade, que não trouxesse o sofrimento “de brinde”?

gostei de ler este testemunho de um  praticante budista brasileiro.


"Coisas da vida:
-  Sabe aquele emprego que você tanto almejava? Agora é dele e do seu chefe  que você tanto quer se livrar?
- Aquela linda e carinhosa namorada, com a qual você passou anos radiantes e felizes, agora é o ser que você gostaria de ver longe o mais rápido possível?
- Aquele carro que fez teus olhos brilharem na concessionária, que você tanto sonhava ter e finalmente conseguiu, é hoje a fonte da sua dor de cabeça, porque você não está conseguindo vendê-lo por um bom preço?
- O apartamento mobiliado, que lhe rendeu tantos longos sorrisos quando você o conquistou, agora parece um fardo, pois você tem que se mudar para outra cidade e precisa se desfazer dos pertences de alguma forma.
- A foto de um ser amado causava-lhe calafrios de felicidade e agora você não consegue nem olhar para a foto. Aliás, você já pensou várias vezes em rasgá-la?
O que há de comum em cada uma dessas historinhas tão corriqueiras em nossas vidas? O simples fato de que aquilo que um dia nos fez feliz, com certeza nos trará algum tipo de sofrimento. É quase matemático: o sofrimento virá na mesma medida e intensidade da felicidade, ensinam os mestres. A vida nos enche de tantos exemplos disso, e, mesmo assim, a maioria de nós nem desconfia desse fato. Como pode uma simples foto ser adorável e depois de um tempo detestável? Nada mudou na foto, certo? Mas o que mudou, então? Mudaram nossas disposições internas! Se nossas disposições internas mudam, aquilo que consideramos fonte de nossa felicidade hoje, amanhã pode já não ter mais esse poder!
Haveria então algum tipo de felicidade, que não trouxesse o sofrimento “de brinde”?"