domingo, 10 de novembro de 2013

olhamos o céu

e vemos a imagem do nosso sentir. Deitamos fora tudo isso que nos pesa e partimos numa viagem interior.

Os homens escrevem na terra, o céu também. A luz e a sombra mostram o caminho. As nuvens desenham um escorpião na montanha direita_ a montanha do pai. A montanha da esquerda é a mãe. No centro é a montanha vermelha do filho.

O presente cuida de si mesmo sem qualquer plano. Chegamos ao ponto em que tudo é uma manifestação do espírito. Palavras podem ser queimadas, o espaço-mente não pois é auto existente.

Consoante a noite cai, os antigos lagos tornam-se vivos: contraste e ausência de luz. Formas omnipresentes que enfeitaram o dia revelam-se como letras de uma linguagem antiga usada para comunicar com o céu. As formas separam-se dos nomes. Os símbolos dissolvem-se.