terça-feira, 29 de maio de 2012

o sonho_Portugal a pé e sem pé




Lisboa.Portugal pôr do sol

cada um de nós fechou e abriu as portas que pensou necessárias ao longo do tempo\espaço. um dia quando tudo está no seu lugar, as coisas acontecem por acaso.

sábado, 26 de maio de 2012

drop by drop





  • a lebre é um animal associado à  lua e diz-se que na lua cheia se vê.  nos outros dias...quem sabe... talvez se oiça esta  musica:

musica de pink floid "dark side of the moon":

Breathe, breathe in the air.


Don't be afraid to care.

Leave but don't leave me.
Look around and choose your own ground.

For long you live and high you fly
And smiles you'll give and tears you'll cry

And all you touch and all you see
Is all your life will ever be. 


Run, rabbit run.
Dig that hole, forget the sun, 


Home, home again
I like to be here when I can

When I come home cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire.

Far away across the field
The tolling of the iron bell

Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells
  • Leo do blog zen habits, diz-nos como lida com um fluxo informativo em excesso: trata a informação como um rio - o que passou, passou.

"Try the drop of water flowing towards you at this moment, and enjoy it. It might not be the best drop of water in the river, but who is to say? Maybe it is. Maybe if you love that drop fully, it will be the best, regardless of how good other drops are.".Beating the Anxiety of Online Reading :zenhabits


  • um dos primeiros tradutores do Dalai Lama_Jeffrey Hopkins (1940-) [B.G 091-2] escreveu alguns livros pouco acessíveis, e não muitos leitores apesar disso, ele afirma que o sucesso de um tradutor\escritor não se mede pelos livros vendidos ou pelo dinheiro ganho, mas pelo facto de alguém ter aprendido algo com a leitura dos seus livros: é a sua medida do sucesso. 

Porque não seria a nossa também, não é?


"And when at last the work is done
Don't sit down it's time to dig another one"
____________________please, be my eyes and (long) ears.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

gota a gota

@martine cornil

1. o oceano é composto de muitas gotas.nenhuma linha separa o meu passado, presente e futuro. hoje, na verdade, estou sã e bem. tenho o suficiente para comer e não estou em perigo. neste momento de tréguas, pratico acções salutares. claro que existem zonas de sombra no meu cérebro, no meu pais natal, no Brasil verde de esperança, e noutras geografias. como por acaso sou uma senhora idosa deixo a sombra como zona de investigação para os jovens.

2. as mulheres ou o feminino podem ser uma ajuda na vida, mas nem sempre de forma previsível. por vezes pensamos nas divindades como gentis e doces, mas se lermos entre as linhas as biografias de muitas delas no budismo tibetano: elas são teimosas, fogem às convenções da época e são indomáveis.

khadro chagdud [mestra no Brasil] conta-nos sobre uma irmã do seu esposo e mestre: "So they [os chineses] dragged her to jail, then released her the next morning, saying, “Get out of here, you crazy old woman!....She’s fierce one moment, and in the next, smiles with the delight of a little child. She loves perfumes and tiny baubles. I’ve never met anyone else whose emotions were so obvious or so changeable. She keeps a whole monastery of monks baffled.......I’ve had the opportunity to meet other great dakinis, including Khandro Tsering Chödrön, Sogyal Rinpoche’s aunt. She had a quality of totally transcendent sweetness and simplicity. Still, her real dakini quality is in the radiance of her spiritual realization, not some aspect of her personality."

3. para quem estiver interessado, em Fevereiro 2012 a fundação khyentse dedicou o seu número às mulheres budistas do passado e do presente.
 Prajnaparamita thangka by Tara Di Gesu for Elizabeth Mattis-Namgyel

terça-feira, 15 de maio de 2012

o encantador de elefantes|the elephant whisperer

1. um exemplo de interligação ou interdependência: estes elefantes gratos ao ser humano que os protegia, renderam-lhe homenagem após a morte aos 61 anos, em março deste ano. um homem cuja vida foi salvar animais em ambientes hostis: ver artigo no telegraf

Os elefantes são conhecidos pela sua memória, longa vida, e de gostarem de morrer no local onde nasceram ou onde outros da mesma companhia morreram, o cemitério de elefantes sempre foi um mito vivo em África.

Quem não gosta de retornar a casa para morrer em paz? Quem não gosta de ter alguém que seja a sua memória quando volta e meia se esquece de tudo?

“If there ever were a time, when we can truly sense the wondrous ‘interconnectedness of all beings,’ it is when we reflect on the elephants of Thula Thula. A man’s heart’s stops, and hundreds of elephants’ hearts are grieving. This man’s oh-so-abundantly loving heart offered healing to these elephants, and now, they came to pay loving homage to their friend.”

https://www.facebook.com/delightmakers

rtogs brjod dpag bsam 'khri shing snyan tshig gi rgyan lhug par bkrol ba mthong ba don ldan
2. nas vidas anteriores do Buda (numa das nossas vidas anteriores) a primeira folha da Liana Mágica que satisfaz todos os desejos é a história do rei Grande Claridade. A mente é representado por um elefante branco selvagem, domesticado antes de poder servir o rei, pelo seu servo excelente passe-partout pois é mais fácil inverter o curso das grandes cascatas que se formam quando se dá a fusão das neves do que domesticar esta nossa mente-elefante. 
No fim, o rei e protector do país, rodeado de homens e mulheres sábias e inteligentes, pois os seus méritos eram tão brilhantes que todos os pequenos reis lhe prestavam juramento de fidelidade e sentiam alegria em obedecer às suas ordens, apenas desejava que todos seguissem o caminho da bondade no coração (just have a good heart).

terça-feira, 1 de maio de 2012

a bondade humana

http://www.amazon.fr/La-bont%C3%A9-humaine-Altruisme-empathie-g%C3%A9n%C3%A9rosit%C3%A9/dp/273812710X/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1335074125&sr=1-1
o que desejaríamos todos? ter um bom coração, altruísmo, empatia e generosidade e não perdermos a nossa condição humana, e cada dia termos uma acto de humanidade.

reproduzo o post de M. Ricard. em francês, e se mesmo apenas um leitor o ler e um dia tenha um acto de bondade, terei ganho o dia. até já.

"La bonté humaine": Un livre à lire

Dimanche 22 avril 2012

La bonté humaine” de Jacques Lecomte (Odile Jacob), est l’un de ces remarquables livres qui devraient guider notre société en nous aidant à prendre conscience que nous avons en nous un potentiel fondamental de bonté. Ce bel ouvrage montre, comme le disait Nelson Mandela, que « la bonté de l’homme est une flamme qu’on peut cacher mais qu’on ne peut jamais éteindre, » que la violence et l’égoïsme existent, mais ne correspondent pas à la nature profonde de l’être humain — les satisfactions qu’ils peuvent procurer ne sont que de fragiles faux-semblants. L’être humain a des potentialités pour la bonté comme pour la cruauté et tout dépend de celles que nous nourrirons.
Au fil des pages, le lecteur découvrira que beaucoup de certitudes sur la violence et l’égoïsme sont fondées sur des affirmations sans preuves, souvent sur des rumeurs. Les recherches ont montré par exemple que, contrairement aux idées reçues, lors des catastrophes naturelles, il n’y a pratiquement pas de pillages et de violences, mais beaucoup d’altruisme et de solidarité. Dans un autre domaine, les vingt dernières années de recherche ont montré que les enfants sont loin d’être des petites brutes centrées sur elles-mêmes, comme le pensaient certains, mais qu’ils sont spontanément altruistes, sans avoir besoin d’y avoir été éduqués ou contraints. Jacques Lecomte nous offre également un chapitre particulièrement émouvant sur le pardon.
« La bonté humaine » est émaillée de citations inspirantes comme celle de Primo Levi, qui interné dans un camp auxiliaire d’Auschwitz, travaillait dans une usine de production de caoutchouc. Il raconte que chaque jour, pendant six mois, un ouvrier italien lui a apporté un morceau de pain et sa gamelle de soupe ; il lui a également donné un chandail. « Il ne demanda rien et n’accepta rien en échange, parce qu’il était bon et simple, et ne pensait pas que faire le bien dût rapporter quelque chose. (…) Je crois que c’est justement à Lorenzo que je dois d’être encore vivant aujourd’hui, non pas tant pour son aide matérielle que pour m’avoir constamment rappelé, par sa présence, par sa façon si simple et facile d’être bon, qu’il existait encore, en dehors du nôtre, un monde juste, des choses et des êtres encore purs et intègres que ni la corruption ni la barbarie n’avaient contaminés, qui étaient demeurés étrangers à la haine et à la peur ; quelque chose d’indéfinissable, comme une lointaine possibilité de bonté, pour laquelle il valait la peine de se conserver vivant. (…) Lorenzo était un homme : son humanité était pure et intacte, il n’appartenait pas à ce monde de négation. C’est à Lorenzo que je dois de n’avoir pas oublié que moi aussi j’étais un homme. »
Je travaille moi-même depuis quelques années à un volume sur l’altruisme, et la lecture du livre de Jacques Lecomte m’a fait pensé que j’aurais presque pu m’épargner cette tâche ! Mais, dans ce domaine, trop de voix ne risquent pas de nuire, et je poursuis donc mon ouvrage.
Jacques Lecomte enseigne à l’université Paris-Ouest-Nanterre-La Défense et est le président de l’Association française de psychologie positive.