terça-feira, 21 de janeiro de 2014

zen e as aves de rapina

Onde jaz uma carcaça, aves de rapina voam em círculo e descem. A vida e a morte são duas coisas. Os vivos atacam os mortos; em proveito próprio. Os mortos nada perdem com isso. Ganham até, desaparecendo, e enriquecem as aves de rapina.
 

O Zen a ninguém enriquece. Não há ninguém (no  body) para ser encontrado. As aves podem vir e esvoaçar em círculo por algum tempo no lugar onde se pensa estar o Zen. Mas, bem depressa, deslocam-se para outras paragens. 

Quando já se foram, o "nada", o "ninguém - no body"que ali estava, de repente aparece. Isto é o Zen. Ali estava o tempo todo, mas os abutres não o viram, pois não era seu tipo de presa." Thomas Merton, Zen e as aves de rapina