quinta-feira, 22 de maio de 2014

um deus protector elefante

o protector


no budismo a Índia ´loacal do seu nascimento é incontornável, mas as outras tradições indianas também nos ajudam a perceber os fenómenos para lá da dualidade. Dzongsar  Rinpoche conta uma estória de Deli: eles possuem uma polícia que têm como missão apanhar ratos. Em 8 anos apanharam 2. (também há uma polícia para regular a atuação dos macacos). Um ocidental diria que os policias  indianos são corruptos pois não apanham ratos suficientes. Os indianos têm outra explicação aceite oficialmente sem problemas: os ratos são protegidos pelo deus Ganesha que está associado na Índia com a boa sorte e a prosperidade. Este deus transformou um demónio em rato e depois cavalgou-o, por isso se virem na iconografia um rato fica perto do seu pé esquerdo.

Qual é a lição espiritual escondida? Neste mito, o deus-elefante representa a Consciência Pura (Purusha, em sânscrito). O elefante simboliza o imenso poder dessa Consciência, que é a essência de cada ser humano. Com sua força inigualável, o elefante é capaz de realizar proezas que nenhum outro animal conseguiria fazer. No entanto, ele dificilmente irá machucar alguém. Ao mesmo tempo, este animal é muito inteligente, sensível, protetor e solidário com seus companheiros. Essas qualidades, aliadas à sua índole pacífica e amorosa, o tornam um ótimo símbolo da Consciência Pura.

No outro extremo, o rato, com seu jeito inquieto, simboliza a mente humana, sempre correndo de lá para cá, perdendo-se em experiências, pensamentos ou fantasias.

Na tradição de Shambhala ter um precioso elefante representa ter uma solução de sucesso aos problemas. No budismo, o elefante é símbolo da força que suporta as mais duras tarefas e da capacidade de percorrer longas distâncias, por isso, ele está associado ao vigor do Darma.