quinta-feira, 16 de abril de 2015

diversidade europa | USA

1. excerto do diário da jornalista maria elisa no "Diário de noticias" em 30 de Outubro de 2002

 " São 10 h. quando chego a casa de jean Francois Revel na Ile de saint-louis: um apartamento claro e luminoso debruçado sobre o Sena. Os livros  alinhados em estantes bem ordenadas, alguns objectos de arte africana, almofadas de cores alegres: um conforto discreto, sem o menor sinal de ostentação....aos que protestam na rua contra a globalização, recorda os últimos cinco séculos de história em que, nós portugueses, na época dos descobrimentos apesar da nossa pequena dimensão geográfica fomos capazes de construir um império, graças à comercialização das especiarias e outros produtos. Portugal assim como a Espanha, a Holanda, a Grã Bretanha protagonizaram a primeira vaga da mundialização da história recente. "

Eu também penso que o livro de Revel (1924- 2006) lançado em Portugal "Obsessão anti americana" embora difícil de encontrar é uma boa leitura para perceber como a Europa (1959-) se suicidou no séc. 20, ao consentir duas guerras, ao sair de África a chorar, ao não integrar os emigrantes, etc. Enquanto os USA consolidavam a sua unidade em valores familiares, a Europa desalinhava famílias e criava uma comunidade europeia que funciona devagar.
A França (1300- ) já não têm medo dos USA (1776-) e hoje as séries TV e os filmes americanos conquistaram  a juventude francesa. Hoje teme a China. Amanhã se verá.
Revel foi uma figura que não se deixou dominar pela ideologia francesa dominante, o que o levou também a interessar-se pelo budismo através do seu filho. O mesmo aconteceu com Paul Ekman(1934-) em que foi a  filha Eva que o fez querer descobrir quem era o Dalai Lama e iniciar uma série de conversas muitas delas encontra no you tube:link. neste link o Dalai Lama classifica os USA como uma das mais poderosas e criativas democracias do mundo.


2. A França e os USA divergem no seu conceito de laicidade, de religião, lembremos algo que por enquanto na Europa nem é estudado, a influencia da religião no sentido de voto.
 Um estudo americano mostra que : 70% dos budistas convertidos votam no partido democrático e 15% no republicano. Entre 85 a 88% apoiam o acesso ao aborto, os homossexuais, a protecção ambiental e a diplomacia em primeiro lugar antes de uma acção militar. 
Este estudo foi publicado na revista "Shambhala Sun" por um republicano budista que conta num breve artigo o que é ser budista e político: the  "lifelong Republican Christopher Ford on why Buddhism works for him"