lacoste

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sábado, 31 de janeiro de 2015

hoje pôr do sol_portugal





as cascatas são indomáveis, mas há mágicos cujo poder as faz parar por breves instantes em que recebem um não dito, sussurrado ao ouvido, entram nos seus mistérios e depois como se nada fosse,  o mágico e a água continuam o seu ciclo de vida.

o mar de Fernando Pessoa

 

Gosto do Pessoa fã de nada e que pensava que devia combater, sempre e em toda a parte - a ignorância, o fanatismo e a tirania.

Lembramos 3 lugares que ele tanto frequentou:

1.Café a Brasileira do Chiado, Foi inaugurado em 1905 e foi o 1º a importar café do Brasil, sendo Pessoa um cliente habitual, na esplanada trona a sua estátua, na rua garrett em Lisboa.
2. Chapelaria Azevedo Rua. Foi inaugurada em 1886. O chapéu do escritor tornou-se um dos mais vendidos, no Rossio em Lisboa.
3. Restaurante Martinho da Arcada - Inaugurado em 1782 e situado sob as arcadas da Praça do Comércio em frente ao rio Tejo. Aqui Pessoa, gostava de comer ou passar longas horas escrevendo. 

Fala Pessoa:

"passo horas, às vezes no terreiro do paço,
à beira do rio, meditando em vão."
"Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser..." 

ou 

"Que o mar com fim será grego ou romano:
o mar sem fim é português"


C.G.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

o Dalai Lama sobre Auschwitz






"Numa viagem recente que fiz à Europa, visitei em Auschwitz o sítio do campo de morte nazi. Embora tivesse ouvido e lido muito sobre aquele lugar, apercebi-me que não estava preparado para a experiência. A minha primeira reacção, quando vi os fornos nos quais centenas de milhares de seres humanos, meus semelhantes, foram queimados, foi de um total horror. Fiquei atónito perante a frieza e a insensibilidade das quais eles eram o medonho testemunho. 

Depois, no museu que faz parte do circuito da visita, vi uma colecção de sapatos. Muitos deles estavam remendados, outros eram pequenos, tendo obviamente pertencido a crianças ou a pessoas pobres. Foi o que mais me penou. Que falta podia ser a deles, que mal podiam ter feito? Parei e rezei – profundamente comovido ao mesmo tempo pelas vítimas e pelos autores desse horror – para que isso nunca mais volte a acontecer. E, consciente de que, tal como todos temos a capacidade de agir de forma desinteressada e altruísta, também todos temos o potencial de sermos assassinos e de torturarmos, fiz voto de nunca contribuir de qualquer forma que seja para uma tal calamidade.

Acontecimentos como os que aconteceram em Auschwitz são advertências brutais do que pode acontecer quando indivíduos – e  por extensão sociedades – perdem o contacto com os sentimentos humanos básicos. Mas, embora seja necessário criar legislações e estabelecer convenções internacionais como salvaguarda contra futuros desastres deste tipo, todos podemos constatar que, apesar delas, as atrocidades continuam. Muito mais efectivo e importante do que a legislação é o nosso respeito pelos sentimentos alheios, a um simples nível humano."



Ética para o novo milénio,2001, Dalai Lama Tendzin Gyatso

Tradução: Chodon e Tsering Paldron
 


sábado, 17 de janeiro de 2015

Um amigo

http://www.indiegogo.com/SaveDonkeys-HelpingPeople
Um amigo acabou de ler "gabriela cravo e canela" de jorge amado, e arrumou o livro longe de mim.

sorri e respondi-lhe: "Espero que pelo menos tenhas apendido algo.... tell me, did you enjoy the reading?"




domingo, 11 de janeiro de 2015

# je suis tout le monde

o cisne quando sente ser chegada
a hora que poê termo a sua vida,
musica com voz alta e mui subida 
levanta pela praia inabitada

deseja ter a vida prolongada,
chorando do viver a despedida;
com grande saudade da partida,
celebra o triste fim desta jornada.

Luís de Camões, sonetos 1595

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

sorriso

"um sorriso, umas palavras bonitas, mas que podem enganar, pois só em aparência é não violento. a motivação latente pode ser magoar ou enganar os outros, temos que estar atentos." comentário do Dalai Lama a paul ekman., ou como diz um ditado português, não nos podemos fiar em aparências.

o Dalai Lama diz também que é importante não nos focarmos exclusivamente num ponto sem termos atingido um nível superior na meditação. Devemos ter varias actividades, passar de um à outra, fará com que os ventos que circulam no nosso corpo não se  desequilibrem e nos estabilizem mentalmente.