lacoste

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terça-feira, 31 de março de 2015

o crocodilo



os crocodilos ou Crocodylidae olham o almoço e depois de abocanhado nada lhes resiste, choram quando comem por mera reacção biológica ( as famosas lágrimas de crocodilo) e podem até perfurar o casco de tartarugas, uma das suas presas favoritas. Ele não mastiga seu alimento, a sua digestão tem de ser extremamente eficaz e rápida. 

Como? Descobriu-se que há uma artéria a mais no coração destes animais. 

A artéria passa por trás do músculo cardíaco e chega ao estômago. Assim, com essa estrutura incomum, o aparelho digestivo do crocodilo recebe mais irrigação sanguínea e consegue produzir muito mais suco gástrico para triturar a pesada alimentação do bicho.

domingo, 1 de março de 2015

Quem têm medo...

1. de  Varoufakis o actual radical ministro das finaças grego.Quem têm medo que as regras do jogo mudem? Somos todos capuchinhos vermelhos e os gregos o lobo mau? Em psicoterapia foi bem demostrada pelo grupo de Palo Alto (ver o livro: change de watzlawick, weakland e Fisch) que para activar uma mudança é preciso mudar as regras do jogo. Robert Kennedy usou esta regra para resolver a crise dos misseis de Cuba ou seja, ignoramos as mensagens complicadas e consideramos apenas aquelas a que podemos responder.

ouvindo: Leonard Cohen - First We Take Manhattan
2. já em portugal o poder economica está em mutação...um livro traça a saga economica de Portugal entre 1910 a 2010. "Descobre-se a fortuna nascida da protecção: pelas pautas alfandegárias contra a concorrência, pela ditadura contra as classes populares, pela liberalização contra a democracia na economia. Esta burguesia é uma teia de relações próximas: os Champalimaud, Mello, Ulrich, entre outros, unem-se numa mesma família. Os principais interesses económicos conjugam-se na finança. Esta burguesia é estatista e autoritária: o seu mercado é o Estado e depende por isso da promiscuidade entre política e negócios. Os Donos de Portugal retrata também um fracasso monumental: o de uma oligarquia financeira incapaz de se modernizar com democracia, beneficiária do atraso, atraída pela especulação e pelas rendas do Estado e que se afasta da produção e da modernização. Ameaçada pelo 25 de Abril, esta oligarquia restabeleceu-se através de um gigantesco processo de concentração de capital organizado pelas privatizações. Os escândalos do BCP, do BPN e do BPP revelaram as faces da ganância. Este livro demonstra como os donos de Portugal se instalam sobre o privilégio e favorecimento."

April 7, 2015

3. Por outro lado os budistas falam também de economia neste livro que vai sair em abril. Neste caso o o altruismo é fundamental, ou seja abandonar uma atitude egoista e ter uma visão ampla dos seres humanos. o Dalai Lama afirma no livro "a vida é nossa" sobre o dinheiro:
"O dinheiro – ou a riqueza – serve para atingir o fim da felicidade mundana. Logicamente, procuramos o que pode ser positivo para os seres vivos. Para isso, devemos considerar não só o fim ultimo como o fim provisório. O bem estar e o dinheiro fazem parte do fim provisório. Aliás, os nossos textos, mencionam o amadurecimento de oito qualidades – incluindo a riqueza, a saúde  e a fama – que definem uma existência humana “livre e fortunada”.
Depois, é verdade que os slogans de que fala parecem um pouco esquisitos. O dinheiro é uma boa coisa e tem importância na nossa vida. Nos tempos que correm não podemos viver sem dinheiro. Não estou a falar de progredir, estou a dizer que na vida quotidiana, é simplesmente impossível se sobreviver sem dinheiro. Logo não se trata de por em causa a importância do dinheiro.  Crer que o dinheiro é tudo e que basta tê-lo para que as nossas necessidades sejam satisfeitas e os nossos problemas resolvidos, é uma atitude errada.

4. os catolicos dizem no Diário de Notícias (Lisboa, Portugal ), o padre Anselmo Borges fala sobre “O sétimo mandamento e a parábola de Francisco”. E escreve:
O Papa Francisco não se tem cansado de insistir na necessidade de trazer a ética para a economia e para a finança. Na sua linguagem simples, evocou recentemente uma parábola para explicar a crise. Como se trata de uma "crise do homem, que destrói o homem, que despoja o homem da ética, tudo é possível, tudo se pode fazer, e vemos como a falta de ética na vida pública faz tanto mal a toda a humanidade". E vem a estória, contada por um rabino do século XII. Aquando da construção da Torre de Babel, era necessário fabricar tijolos do barro, meter-lhe palha, levá-los ao forno e, já cozidos, transportá-los para o alto. Cada tijolo era um tesouro, devido a todo o trabalho para o fabricar. Quando caía um tijolo, era um drama e o operário era castigado. Mas se caísse um operário nada acontecia.
"Isso é o que se passa hoje: se os investimentos nos bancos caem, é uma tragédia, mas se as pessoas morrem de fome, se não têm nada para comer, nem têm saúde, não acontece nada. Esta é a crise actual."
O texto integral pode ser lido aqui.
Religionline: O sétimo mandamento e o Papa Francisco (e Galileu)