quarta-feira, 26 de agosto de 2015

D. João V


se no budismo se diz que devemos destruir o erro de tomar as coisas como reais na via espiritual,  muitos pensadores ocidentais  reflectem o mesmo, Pierre Francastel diz que toda a mudança das  suas representações intelectuais conduz o homem a modificar o seu ambiente material, isto é as coisas. Todo um novo pensamento se incarna em novos objectos e cria-se sobre lugares imaginários tanto figurativos como reais. este autor é citado por rui bebiano (livraria estante, 1987) no seu ensaio sobre a corte de D. João V.

João V de Portugal (João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança; 22 de Outubro de 168931 de Julho de 1750), dito o Magnânimo, foi o vigésimo-quarto Rei de Portugal desde 1 de Janeiro de 1707 até à sua morte.
O seu longo reinado de 43 anos foi o mais rico da História de Portugal, profundamente marcado pela descoberta de ouro no Brasil no final do século XVII, cuja produção atingiu o auge precisamente na última década do seu reinado.



o certo é que o que aquele rei construiu serve hoje esta geração presente e esperamos a futura:
Os principais testemunhos materiais do seu tempo são hoje, o Palácio Nacional de Mafra contruido para agradecer os 6 filhos que teve,a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, o Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, e a principal parte da colecção do Museu Nacional dos Coches, talvez a mais importante a nível mundial, também na capital portuguesa.
No campo imaterial, merece destaque a extinta Academia Real da História Portuguesa, precursora da actual Academia Portuguesa da História, e ainda a criação do Patriarcado de Lisboa, um dos três patriarcados do Ocidente da Igreja Católica.
O último feito diplomático do reinado de D. João V, o Tratado de Madrid de 1750, estabeleceu as fronteiras modernas do Brasil. Vestígios do seu tempo no Brasil são cidades como Ouro Preto, então a capital do distrito do ouro das Minas Gerais, São João del-Rei, assim nomeada em sua honra, Mariana, que recebeu o nome da rainha, São José, a que foi dada o nome do príncipe herdeiro (hoje Tiradentes), e numerosas outras cidades, igrejas e conventos da era colonial.