quarta-feira, 22 de março de 2017

limpar na primavera


O incontornável livro da japonesa Marie Kondo a quem o jornal Observador dedicou um artigo que vou citar:
"Tal como os remotos ascetas, os estóicos, ou simplesmente os minimalistas, Marie vem dizer-no algo muito simples: uma das causas da nossa frustração (e da nossa casa sempre desarrumada) não é aquilo que nos falta. É aquilo que temos a mais.  Seja corajoso e deite fora tudo o que não o faz feliz.O método passa por olhar e tocar cada objeto que possui (mas cada é mesmo cada, seja um par de ténis caro, um botão perdido ou uma caneta promocional) e perguntar-se se ele o faz feliz. Não importa o que é, o preço que custou, quem lhe ofereceu, que memória traz. Esse objecto fá-lo feliz hoje? Se pensa que não ou se tem dúvidas, coloque-o no saco do lixo. (Em Portugal e segundo a nossa realidade dar a uma instituição de caridade é uma boa opção, mas só coisas em bom estado,Nota da bloguer)
Há portanto que “assumir escolhas e tomar decisões”, diz Marie, e isso é difícil para a maior parte das pessoas. o método Marie Kondo avisa: organiza-se usando o que se tem.

  • Arrumar uma assoalhada de cada vez. Não. A arrumação é para ser feita de uma penada. Num só dia ou, no máximo, num fim de semana.
  • Arrume sozinho. Isto é um processo interior, os amigos não ajudam, só distraem e ainda aceitam ficar com algum do seu lixo.
  • Arrume em silêncio. A ideia é que perceba o que é que cada objecto significa para si. Nada de música.
  • Se vive com a família não o faça quando os outros estiverem em casa.
  • Junte todos os objetos por categoria (roupas de cima, roupas de baixo, casacos, meias, malas, acessórios, sapatos, roupa de casa, livros, CDs… Deixe para o fim fotografias e papéis de valor sentimental).
  • Espalhe todos os objetos de cada categoria no chão e veja-os um por um.
  • Não tema guardar coisas absurdas se perceber que elas o fazem feliz.
  • Não use como desculpa “um dia vou precisar”. Mesmo em países com um passado recente de pobreza como o nosso, não vai precisar daquele casaco que nunca usou, de livros da escola secundária, de roupas dos seus filhos, de fotografias de paisagens que nem se lembra onde são.



Arrumando o que sobraLembre-se que as arrumações só podem começar depois de ter deitado fora tudo o que não o faz feliz. E já agora conte quantos sacos juntou e partilhe com os amigos. espalhe a palavra: viver com menos é preciso.

  • Maximize o seu roupeiro pensando nele como mais uma assoalhada.
  • Arrume a roupa em caixas de plástico transparente para ver sempre tudo o que tem.
  • Pendure em cabides só a roupa que precisa, como casacos, sobretudos, fatos, vestidos ou camisolas muito finas e leves.
  • Nos livros e CDs (a não ser que o seu trabalho seja à volta destas áreas), reduza-os ao Olimpo.
  • Deite fora todos os papéis exceto os contratos de hipotecas bancárias, as garantias dos eletrodomésticos e as cartas que ainda não leu.
  • Dê a cada objecto um local fixo. Assim nenhum deles se perde e todos são utilizados

Sabiamente, Kondo diz: não vale a pena termos pena dos objetos que deitamos fora. Se o objetivo deles na nossa vida era ensinar-nos que não precisamos deles, então já cumpriram a sua função e podem agora ir em paz… para o lixo.

facebook da autora: https://www.facebook.com/konmarimethod



Editor: Pergaminho: Cada coisa no seu sítio!»… quantas vezes não ouvimos as nossas mães ou avós a dizer isso? A verdade é que, no tempo delas, era mais fácil fazê-lo; elas não viviam rodeadas dos gadgets e dos mil e um pequenos objetos que «atafulham» as nossas casas, nem tinham saldos quatro vezes por ano para encher os armários de roupa que nunca se chega a vestir… Temos de o admitir: hoje em dia, a maior parte de nós tem a casa cheia de «tralha». E o problema é que essa tralha que nos rodeia tem uma influência muito subtil mas profundamente negativa na nossa qualidade de vida. Habitar um espaço desordenado faz-nos ser mais desorganizados na maneira de pensar e de nos comportarmos. A fórmula é simples: espaços desarrumados e feios resultam de estados de espírito infelizes, e causam ainda mais infelicidade; espaços bonitos e arrumados resultam numa vida bonita e arrumada. Mas como o conseguir? Afinal, limpar a «tralha» das nossas vidas dá tanto trabalho que a maior parte de nós nem saberia por onde começar…link
Nota final da bloguer: eu penso que também devemos guardar objectos por respeito, aqueles que nos foram dados com muito amor e que não queremos esquecer.

por outro lado dar é praticar a generosidade e caso não tenhamos o hábito de dar o melhor é começar por "menos" ou seja,  dar o que pouco até nos habituarmos e sermos capazes de oferecer mais.