segunda-feira, 13 de março de 2017

o oriente ocidental

 

1. Na casa de um amigo é evidente o seu interesse pelo budismo. Há magníficos livros sobre o Himalaia, o Tibete. Há alguns anos que estuda a filosofia, a ética e as técnicas de meditação dos mestres tibetanos. Ao seguir os seus ensinamentos a sua visão do mundo - a maneira de pensar, de entender, de sentir, de experimentar - alterou-se. Ele percebe muitas coisas de que não se apercebia antes.
Ele não pensa só em si, e também não pensa só nos outros, percebe que há uma ligação entre a felicidade interior que procura  e a dos que o rodeiam. 
Faz o possível por não perder o seu laço com a natureza apesar dos computadores e de todas as outras máquinas que tem de utilizar. Interessa-se pelas plantas, pelo seu jardim. As copas altas das árvores recortam-se permanentemente no céu azul e é isso que avistámos da sua sala, lugar onde há sempre luz.

Procura a sua paz de espírito, mas agora reconhece que ela "tem raízes no afecto e na compaixão". E que é necessário praticar  todos os dias para se ser mestre nesta arte de viver feliz.

Como eu e tantos outros, ele procura o equilíbrio entre duas culturas tão diferentes. Ele procura um ocidente oriental.

Desejo-lhe boa sorte na sua (nossa) viagem.




2. um livro em que a autora também procura o oriente em Portugal, mas sem referências ao budismo:

"O relato de uma viagem exótica e inesquecível. Um guia para conhecer o melhor do Oriente no nosso país. Após uma viagem inesquecível pela Ásia, decidi partilhar convosco esses longos dias que tanto me marcaram. Mas fiz mais do que isso. Sabendo que nem toda a gente pode viajar para tão longe, além de vos relatar a minha aventura, com todos os seus momentos maravilhosos, mas também alguns menos bons, quis também mostrar-vos que é possível viver muitas das experiências de que desfrutei do outro lado do mundo sem sair de Portugal - ou, pelo menos, vivê-las de uma forma bastante aproximada. Tentei, assim, que esta minha partilha fosse ainda mais ampla, mais profunda e mais útil para os meus leitores.
escreveu a autora no seu blog:
Chegou o dia que muitos de vocês me pediram! Escrever sobre a minha viagem a Bali, ajudar-vos, dar-vos dicas e partilhar toda a minha experiência inesquecível pela Ásia.
Mas este livro é mais do que isto, é a prova de que não precisamos de atravessar o mundo para desfrutar das mesmas experiências… Procurei o que mais amo da Indonésia em Portugal, e não é que encontrei sítios incríveis de Norte a Sul? Do yoga à meditação, da gastronomia às massagens e todos os aspectos relacionados ao nosso bem-estar, a cultura oriental está tão presente em Portugal e tão perto de nós, que aqueles que não podem ou não querem atravessar o mundo, podem ter essa experiência mesmo ao lado de casa.
Falo-vos de viajar sozinhas (seja dentro ou fora de Portugal), sair da rotina, ter espaço e tempo para assentar as ideias e gerir as emoções, sem stress nem correrias. Pode ser uma experiência altamente transformadora, pelo menos para mim foi. link

e uma receita do livro link
"Há dias em que todas nós precisamos de um mimo… Especialmente se estivermos naquela altura do mês. Por isso hoje decidi partilhar com vocês uma das receitas que está no meu livro “O Meu Oriente”, as panquecas à moda de Bali.
Altas, fofas e esponjosas, são um dos meus guilty pleasures favoritos… Porque não podemos ser fundamentalistas na alimentação, e às vezes um bom pedaço de pecado também sabe bem.
  • 1 kg farinha de trigo
  • 250 g açúcar
  • 250 g manteiga à temperatura ambiente
  • 6 ovos
  • 1200 ml leite
  • 1 c. chá bicarbonato de sódio
  • 1 c. chá sal
Derreter a manteiga numa frigideira anti-aderente com o lume no mínimo.
Juntar o açúcar com os ovos e, quando a misura estiver homogénea, adicionar o leite.
Acrescentar a farinha e o bicarbonato de sódio. Envolver tudo com cuidado até obter uma pasta cremosa.
Juntar a manteiga derretida e mexer bem.
Aquecer uma frigideira antiaderente em lume médio e, quando estiver bem quente, verter a mistura em porções com a ajuda de uma concha.
Cozinhar durante 3 minutos de cada lado e servir com fruta cortada aos pedaços.
Nota: À moda de Bali… Não vale espalhar a mistura na frigideira para fazer panquecas fininhas. Isto não são crepes e qualquer coisa que não tenha pelo menos três centímetros de altura, é considerada um insulto às panquecas de Bali. As daqui querem-se originalmente fofas e esponjosas."

https://www.facebook.com/JessicaAthaydeOficial/videos/1235331929849236/

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