domingo, 2 de abril de 2017

"social environment" early in life can alter DNA_DNA e contexto de vida




Moshe Szyf is a pioneer in the field of epigenetics, the study of how living things reprogram their genome in response to social factors like stress and lack of food. His research suggests that biochemical signals passed from mothers to offspring tell the child what kind of world they're going to live in, changing the expression of genes.

"DNA isn't just a sequence of letters; it's not just a script." Szyf says. "DNA is a dynamic movie in which our experiences are being written." 

Why you should listen :Moshe Szyf is one of the pioneers in the field of epigenetics. Szyf's lab has proposed three decades ago that DNA methylation is a prime therapeutic target in cancer and other diseases and has postulated and provided the first set of evidence that the "social environment" early in life can alter DNA methylation launching the emerging field of "social epigenetics." trabalha na faculdade de medicina de Montreal, Canada: http://www.mcgill.ca/medicine/

 

A herança epigenética é a transmissão de experiências ocorridas com os pais para os filhos e que não ocorre através do DNA.
A epigenética é definida como modificações do genoma que são herdadas pelas próximas gerações, mas que não alteram a sequência do DNA. Por muitos anos, considerou-se que os genes eram os únicos responsáveis por passar as características biológicas de uma geração à outra. Entretanto, esse conceito tem mudado e hoje os cientistas sabem que variações não-genéticas (ou epigenéticas) adquiridas durante a vida de um organismo podem frequentemente serem passadas aos seus descendentes. A herança epigenética depende de pequenas mudanças químicas no DNA e em proteínas que envolvem o DNA. Existem evidências científicas mostrando que hábitos da vida e o ambiente social em que uma pessoa está inserida podem modificar o funcionamento de seus genes.
Outros estudos sugerem que as mães passem aos filhos os efeitos cognitivos durante a gestação, provavelmente liberando hormônios que fazem com que marcadores químicos epigenéticos (não dependentes dos genes) apareçam nos genes de seus filhos, regulando sua expressão depois do nascimento. Outro exemplo claro do papel da herança epigenética pode ser encontrado nos gêmeos idênticos; estudos mostram que durante a transição da infância para a vida adulta, os gêmeos passam a divergir significativamente em seus níveis de sintomas relacionados à ansiedade e à depressão. Como compartilham do mesmo background genético (exatamente a mesma sequência de bases em ambos os genomas) essa divergência só pode ser fruto das experiências individuais durante a vida (e das mudanças epigenéticas). by MARCELO FANTAPPIÉ, Ph.D., é Professor Associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Pesquisador do Laboratório de Helmintologia e Entomologia Molecular do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. link