terça-feira, 13 de junho de 2017

hoje comemora-se a morte de Sto. António e nascimento de F. Pessoa

lisboa, 1191- Itália,1231

hoje dia de Santo António que diz-se nos ajuda a recuperar o que perdemos, é bom pedirmos : "Meu bom Santo António ajuda-me a recuperar a verdade da minha linha do tempo e a nunca a perder, porque na linha do tempo de um outro não quero viver."

oração: "recupera-se o perdido\ liberta-se da dura prisão\ e no auge do furacão\ cede o mar embravecido."

"A história já se sabe: António — ou melhor, Fernando de Bulhões — nasceu em Lisboa por volta de 1191, no mesmo local onde, mais tarde, foi construída a Igreja de Santo António, junto à Sé, no seio de uma família da pequena nobreza. Foi ao pé de casa que iniciou os estudos com os cónegos da Sé de Lisboa, ingressando aos 18 anos como noviço na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de São Vicente de Fora.

Estudou em Coimbra, onde decidiu abandonar a regra de Santo Agostinho e ingressar na Ordem de São Francisco, mudando-se então para o Convento de Santo Atão dos Olivais, onde adotou o nome de António em homenagem ao eremita (o nome latino de Atão é Antonius e, por isso, em algumas traduções o eremita surge como António). Foi nesse ano que partiu para Marrocos para pregar as escrituras e, durante a viagem de regresso a Portugal, que foi desviado para Itália por uma tempestade. Morreu a 13 de junho de 1231, perto de Pádua, onde passou os últimos anos de vida.

Apesar de português — e, acima de tudo, lisboeta –, terá sido só depois da sua morte que o seu culto começou a ganhar adeptos em Portugal. Para isso terá contribuído o estabelecimento e crescimento da Ordem de São Francisco no país — nomeadamente em Lisboa –, sobretudo graças ao apoio da nobreza. Um dos mais antigos e nobres devotos do santo terá sido nada mais nada menos do que D. Sancho II (1209-1248). Segundo as crónicas, Sancho, “O Piedoso”, terá sido sepultado a seu pedido com um traje semelhante ao de António.
Mas terá sido com D. João I e a Dinastia de Avis que o culto se terá consolidado, principalmente depois da chegada, em 1428, de uma importante relíquia — uma parte do crânio do santo, que o infante D. Pedro, filho do rei, trouxe de Pádua no fim de uma viagem pela Europa.

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A festa em lsiboa era tal que William Beckford, escritor inglês do século XVIII, as refere no relato das suas viagens por Portugal. Beckford, que estava em Lisboa na véspera de Santo António de 1787, escreveu que não conseguiu pregar olho durante toda a noite por haver “um rebentar de bombas, um crepitar de fogueiras e um soar de trompas em honra do dia de amanhã” por toda a parte. É também da autoria do inglês uma das descrições mais antigas dos Tronos de Santo António, pequenos altares que costumavam adornar as janelas e soleiras das portas de Lisboa. “Em todas as casas ao longo da costa de Belém, havia hoje a imagem de Santo António, no seu altar, ornada de flores e de longos pavios de cera”, registou Beckford."

António, o santo de tudo e de todos: a história das Festas de Lisboa – Observador


O bairro de Alfama foi o vencedor da edição deste ano das marchas populares de Lisboa. O segundo lugar foi atribuído à marcha do Bairro Alto e o terceiro à marcha da Madragoa.

Foi a 13 de Junho de 1988, neste dia de Santo António, que nasceu Fernando António Nogueira Pessoa, provavelmente o mais universal dos poetas portugueses, e uma das mais fascinantes figuras do nosso século XX. https://bertrandptsomoslivros.blog/2017/06/13/8-curiosidades-sobre-fernando-pessoa/
 casa f. pessoa em lisboa