segunda-feira, 28 de maio de 2018

jornal Voz da verdade

“Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.”
Mt 28, 20
Quem não gostaria de encontrar alguém que lhe dissesse, do fundo e ao fundo do coração: “Estarei contigo até ao fim dos tempos”? Não até ao fim da estrada, ou de um projecto, da emoção que tudo doira, ou do calor que se deixa de se alimentar apaga, mas até o fim, quer dizer, sempre! Na poesia e na música este tema não deixa de ser glosado. Assim Diogo Piçarra canta: “Ficarei contigo até ao fim / Até ao fim”, e Carolina Deslandes parece responder: “Dissemos que era amor para a vida toda / Que era contigo a minha vida toda / Que era um amor para a vida toda”.

O evangelho de Mateus abriu com o anúncio do “Emanuel”, o “Deus connosco”, e termina com essa mesma afirmação nas palavras de Jesus. Ele é o “Deus connosco” para sempre, o Deus que não é solitário mas comunhão de pessoas, e que nos abraça nessa família sem fronteiras. Ele é o Deus presente, que não assiste ao espectáculo do mundo, mas vive e vibra em cada um dos seus filhos e irmãos, que não desiste de oferecer o seu amor e de convidar a amar. No tempo em que tudo passa, é difícil acreditar num amor assim, tanto mais que os sofrimentos e a morte não desapareceram, e a maldade continua a encontrar acolhimento nos corações humanos. Ser “Deus connosco” não significa “ser Deus sem nós”, e mesmo nas nossas imperfeições, nas tentativas e erros, Deus acredita que podemos ser pessoas melhores, a acabar com sofrimentos evitáveis e a suportar juntos os inevitáveis. E lembro o que canta Jorge Palma: “Enquanto houver estrada para andar / a gente vai continuar / enquanto houver estrada para andar / enquanto houver ventos e mar / a gente não vai parar / enquanto houver ventos e mar.”

O fim da vida é um tema difícil. Mas é importante falarmos dele. E ter a coragem de salvá-lo. António Fonseca, professor Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, diz aos seus alunos que “quase toda a gente quer envelhecer num lugar que conhece”. E realizou um projecto sob o lema “Ageing in Place” (Envelhecer no lugar) em que “identificou 81 exemplos distribuídos por dez áreas: apoio aos cuidadores, combate ao isolamento, gerotecnologias e investigação, inovação em apoio domiciliário, inovação em centro de dia, intervenção na vida da comunidade, lazer, actividade física e aprendizagem ao logo da vida, melhoria das condições de habitação, recursos de saúde, animação, nutrição e acompanhamento psicológico, segurança, mobilidade e bem-estar” (Público, 14.05.2018 - https://gulbenkian.pt/evento/ageing-in-place). Vale a pena ler. São alguns sinais de como o “até ao fim” nos desafia a todos. São precisos meios (e terrível é a sociedade que idolatra a juventude e a riqueza egoísta sem cuidar da vida até ao fim) e redes de relações comunitárias (se deixamos de ser “com os outros” ainda nos chamaremos pessoas?). “Até ao fim”, em palavras e em dádiva, talvez seja o segredo da felicidade que Jesus semeou na terra!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

livro_Lendas, Mitos e Ditos de Portugal de Hélder Reis

link 15 euros


Lendas, Mitos e Ditos de Portugal
de Hélder Reis: No ano 2000, concluiu a licenciatura em Teologia na Universidade Católica Portuguesa, com a tese O Sagrado na Poesia de Sophia de Mello Breyner. No mesmo ano, estreou-se na RTP1......Devido à sua profunda paixão pela terra e pelo interior do país, Hélder Reis tem um projeto de agricultura em Trás-os-Montes, onde cumpre a sua vontade de ver o país crescer também no interior.

Sinopse
Estórias divertidas de um Portugal cheio de estórias.

Ao longo destes 20 anos como repórter, tenho ouvido tantas estórias dos lugares por onde passo. Delicio-me com as lendas que se transmitem de geração em geração, onde não falta uma pitada de mistério, aplaudo os heróis que, ao longo dos séculos, deram a vida pelo país em batalhas recheadas de mitos e pormenores curiosos, solto uma boa gargalhada com alguns ditos curiosos das terras, emociono-me com o orgulho das pessoas pelo seu passado e, confesso, fico com fome quando me contam as estórias por detrás de alguns pratos tradicionais portugueses.

Neste livro reuni algumas destas estórias que tanta gente boa tem partilhado comigo. Sou um curioso por natureza, logo pesquisei em livros e entrevistei a população local para lhe alguns dos ditos, mitos e lendas do nosso país.

Sabe onde fica a terra que é chamada de penico de Portugal?
De onde vem a expressão andar sempre com o credo na boca?
Já passou pela freguesia Amor, em Leiria?
Conhece a lenda da erra que quase toca nas estrelas, das trutas de ouro, das duas caras de Guimarães, da lenda de São Macário e do Santo António da ilha Terceira?
Já ouviu falar de uma valente discussão que agitou os rios Mondego, Alva e Zêzere?
Estudou os mitos em volta da Batalha de São Mamede ou da chamada Guerra das Laranjas?
E a origem das rabanadas, das cavacas, dos tremoços de que tanto gosto ou da famosa francesinha?